RADAR: Atenção a vacina da Rússia, ata do Copom e auxílio nos EUA

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São Paulo – Os mercados de ações no exterior operam em alta, depois de decretos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prorrogando o auxílio financeiro à população, aumentarem a pressão sobre o Congresso norte-americano para negociar um novo pacote de estímulos.

Ontem, ficou evidente que os decretos sozinhos não resolveriam o problema da interrupção nos pagamentos, porque os desembolsos do governo federal dos Estados Unidos precisavam de um complemento que alguns estados norte-americanos não estavam dispostos a conceder. Apesar disso, tanto autoridades da Casa Branca quanto da oposição sinalizaram que estão dispostas a discutir o assunto novamente.

No Brasil, o comitê de política monetária do Banco Central indicou na ata da última reunião que está preocupado com problemas que a queda acelerada nos juros pode causar e indicou que novas reduções na Selic, se ocorrerem, virão de forma mais espaçada.

Também informou que o ajuste fino na política monetária será feito via orientação sobre a trajetória futura da Selic, porque esta é a ferramenta com a melhor relação entre custo e benefício no momento.

Na Rússia, o presidente Vladimir Putin anunciou a aprovação de uma vacina contra o novo coronavírus, causador da covid-19, menos de dois meses depois de iniciar testes em humanos. Ele disse que sua própria filha já recebeu uma dose.

Em âmbito corporativo, o lucro líquido da Itaúsa caiu 75,4% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 598 milhões. A comparação dos resultados leva em conta os números da Itaúsa Empreendimentos, que foi incorporada pela Itaúsa em agosto do ano passado.

O lucro líquido recorrente, que desconsidera receitas e despesas extraordinárias, somou R$ 1,428 bilhão, ou 40,7% inferior ao do segundo trimestre de 2019.

A Cosan, conglomerado de infraestrutura e energia, teve prejuízo líquido de R$ 174,4 milhões no segundo trimestre do ano, revertendo lucro líquido de R$ 418,3 milhões registrados um ano antes.

O lucro líquido do BTG Pactual aumentou 0,5% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 977 milhões. A receita cresceu 14%, para R$ 2,482 bilhões, mas foi consumida pelo aumento de despesas, de 18%, para R$ 1,036 bilhão.