RADAR: Atenção a dados de deflação, Copom e Embraer

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Foto: Svilen Milev / freeimages.com

São Paulo, 12 de maio de 2020 – O mercado deve reagir a dois indicadores importantes sobre preços que reforçaram os sinais de deflação na economia o Índice de Preços ao Consumidor do Município de São Paulo (IPC-SP), que caiu 0,40% na primeira prévia de maio, e o Indice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que caiu 0,32% também na primeira prévia deste mês.

Soma-se a estes indicadores a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que enfatizou – assim como o comunicado com a decisão sobre os juros na semana passada – a importância da trajetória fiscal para as próximas reduções na Selic daqui para frente.

“O Comitê reconhece que se elevou a variância do seu balanço de riscos e ressalta que novas informações sobre os efeitos da pandemia, assim como uma diminuição das incertezas no âmbito fiscal, serão essenciais para definir os próximos passos”, observa o BC, no documento. Ainda assim, o Copom vê a necessidade de “complementar o grau de estímulo necessário, como reação às consequências econômicas da pandemia da covid-19.

O Copom também disse que as projeções apontam para uma recessão global de poucos precedentes históricos. Segundo o Comitê do Banco Central, diferentemente de outras crises mais recentes, em que o epicentro estava localizado no Hemisfério Norte, na atual, ela se desloca para todos os países, juntamente com a pandemia.

No setor corporativo, a Embraer entregou 14 aeronaves no primeiro trimestre, ou 33,4% a menos que no mesmo período do ano passado, sendo cinco no segmento de aviação comercial (-54,5%) e nove no de aviação executiva (-18,2%).

A Bolsa de Valores de Nova York (Nyse, na sigla em inglês) notificou a Oi sobre o fato de as ações da empresa negociadas ali (ADS, na sigla em inglês) estarem com preço inferior a US$ 1 por um período de 30 dias úteis consecutivos e pediu providências da companhia.

O Banrisul suspendeu as projeções feitas pela companhia para os resultados financeiros de 2020 que haviam sido divulgadas em fevereiro “tendo em vista as mudanças ocorridas no ambiente macroeconômico e social, bem como riscos e incertezas relacionadas a evolução da pandemia de covid-19 e suas consequências”, afirmou.

O lucro líquido da Itaúsa caiu 59,3% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 1,012 bilhão, refletindo o resultado mais fraco do Itaú Unibanco no período e de resultados negativos decorrentes de participações da Itaúsa em outras empresas – Alpargatas e NTS, por exemplo.

A Itaúsa pode reduzir “temporariamente” os pagamentos de dividendos por causa da imprevisibilidade econômica trazida pela pandemia do novo coronavírus, causador da covid-19. “A expectativa é de que haja redução no fluxo de caixa recebido pela Itaúsa, o que produziria redução temporária nos dividendos pagos”, afirmou a empresa.

O lucro líquido do Carrefour Brasil caiu 17,7% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, pressionado pelo aumento das despesas da companhia, que ofuscou um crescimento de 12,7% na receita do período, para R$ 15,381 bilhões. As vendas do grupo aumentaram em parte porque nas últimas duas semanas de março os consumidores buscaram estocar produtos.