Propagação de variante britânica de vírus nos EUA preocupa, diz força-tarefa

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Foto: Casa Branca

São Paulo – A propagação de variantes de coronavírus nos Estados Unidos preocupa, mas é possível combatê-las e impedir que a mutação britânica se torne dominante no país, de acordo com a força-tarefa contra covid-19 da Casa Branca, em coletiva de imprensa.

“Entre 1% e 4% dos casos se deve a variante britânica, a mais encontrada nos Estados Unidos”, disse a diretora do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), Dra. Rochelle Walensky. Segundo ela, alguns estados veem mais casos que outros. “Não acreditamos que a variante está distribuída igualmente no país”.

Segundo o diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, Dr. Anthony Fauci, modelos apontam que a variante britânica pode ser dominante no país no final de março, mas a boa notícia é que “há coisas que podemos fazer para impedir isso”. Ele repetiu que as vacinas disponíveis no país, da Pfizer-BioNTech e da Moderna, são eficazes contra a mutação.

“A variante mais problemática é a da África do Sul”, disse Fauci, citando que estudos mostram eficácia reduzida de vacinas contra ela, mas que há proteção substancial para doenças sérias. Ele afirmou ainda que há poucos casos reportados da mutação sul-africana no país.

Além das vacinas, outras medidas também podem conter a propagação de variantes, como uso de máscaras. “Casos, hospitalizações e mortes ainda muito altos e agora não é o momento de voltar atrás com mandatos de máscaras”, disse Dra. Walensky. “A ciência é clara, todos precisam usar máscara em público ou em casa com pessoas que não morem com você”.

Ela disse que o CDC atualizou as recomendações de uso de máscaras, citando novos estudos, com mais informações sobre o uso correto, cobrindo boca e nariz, sobre camadas adicionais de proteção e com opções sobre como melhorar a eficácia.

VACINAÇÃO

A média móvel de sete dias de pessoas vacinadas no país é de 1,5 milhão por dia, acima da taxa de 1,1 milhão há apenas duas semanas, disse o coordenador de resposta à covid-19 da Casa Branca, Jeff Zients, na mesma coletiva. “Deixe-me ser claro, temos muito trabalho a fazer este é apenas o começo”.

Ele anunciou que serão implementados três novos centros de vacinação em massa no Texas, nas cidades de Dallas, Arlington e Huston, comunidades duramente atingidas pela pandemia, a partir de 27 de fevereiro. Outros dois novos locais de vacinação serão definidos em Nova York. Além disso, diversas agências federais têm disponibilizado equipes para acelerar a vacinação.

Por fim, a coordenadora de igualdade em Saúde da força-tarefa, Dra. Marcella Nunez-Smith, disse que está no centro das prioridades “combater as desigualdades raciais e étnicas no combate a pandemia”. Ela anunciou que vai liderar uma equipe de 12 pessoas, que farão recomendações para reduzir as disparidades nos testes, casos, taxas de hospitalizações e mortes.