Produção industrial fica abaixo do esperado e cai 0,2% em maio, aponta IBGE

Por Flávya Pereira

São Paulo – A produção industrial brasileira caiu 0,2% em maio em relação a abril, eliminando parte da alta de 0,30% observado no mês anterior, em base mensal, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo da previsão de +0,00%, conforme mediana das estimativas coletadas pelo Termômetro CMA.

Na comparação anual, a produção industrial brasileira cresceu 7,1%, após registrar duas quedas seguidas nesse tipo de confronto. A alta é menor que a previsão de +7,50%, ainda conforme o Termômetro CMA. Com o resultado, a indústria nacional acumula perda de 0,7% no ano e estabilidade nos últimos 12 meses, até maio, interrompendo a trajetória de queda iniciada em julho do ano passado.

Segundo o IBGE, 18 das 26 atividades pesquisadas apresentaram variações negativas na produção, em base mensal, com perdas em duas das quatro grandes categorias econômicas. Entre os destaques, veículos automotores, reboques e carrocerias recuou 2,4%, devolvendo parte do avanço de 6,4% no mês anterior.

Outras contribuições negativas vieram de couros, artigos para viagem e calçados (-7,1%), produtos diversos (-5,8%) e bebidas (-3,5%), com todas as atividades revertendo comportamento positivo em abril. Em contrapartida, entre os resultados positivos, o destaque ficou para indústrias extrativas (+9,2%), depois de recuar 25,6% nos quatro primeiros meses do ano.

Entre as grandes categorias econômicas, ainda em relação a maio, o setor produtor de bens intermediários registrou alta de 1,3%, após quatro quedas seguidas, seguido por bens de capital (+0,3%). Na outra ponta, os piores resultados ficaram com bens de consumo (-1,8%), os semi e não duráveis (-1,6%) e o setor de duráveis (-1,4%).

Na comparação com maio de 2018, todas as quatro grandes categorias econômicas registraram resultados positivos, atingindo 21 das 26 atividades pesquisadas. Entre as atividades, veículos automotores, reboques e carrocerias (+37,1%) e produtos alimentícios (+16,2) exerceram as maiores influências positivas. Em contrapartida, o principal impacto negativo veio das indústrias extrativas (-18,2%), pressionado pela menor fabricação de minérios de ferro, ainda refletindo os efeitos da tragédia em Brumadinho (MG), em janeiro.

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