Previsão para Selic em 2021 sobe pela 2ª semana seguida, a 6,75%

Edifício-Sede do Banco Central do Brasil em Brasília. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

São Paulo – Os economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) revisaram a previsão da taxa básica de juros ao fim deste ano em alta pela segunda semana seguida, passando de 6,63% para 6,75%. Há um mês, a projeção para a taxa Selic ao fim de 2021 era de 6,50% ao ano.

Para 2022, a previsão para a Selic foi mantida em 7,00% ao ano, depois de duas revisões seguidas em alta. Há um mês, a projeção para a taxa Selic ao fim de 2022 era de 6,50% ao ano. No que se refere a 2023 e 2024, a previsão para o juro básico foi mantida em 6,50% cada, há 16 e 12 semanas, respectivamente.

IPCA – Enquanto isso, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ao final deste ano foi elevada pela décima-quinta vez seguida, passando de 6,11% para 6,31%. Há um mês, a projeção era de +5,90%. Para 2022, a projeção foi mantida em 3,75%, de 3,78% há um mês. Para 2023, a previsão é mantida em 3,25% há 53 semanas. Já em relação a 2024, a estimativa foi cortada pela segunda semana seguida, de 3,16% para 3,06%.

Ainda no âmbito do IPCA, a estimativa para os próximos 12 meses subiu pela décima-quinta vez seguida, passando de 6,32% para 6,43%, de 5,93% há um mês. É válido lembrar que as metas de inflação para 2021, 2022 e 2023 são de 3,75%, 3,50% e 3,25%, nesta ordem, conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

PIB – Em relação às expectativas para a atividade, o mercado financeiro elevou a previsão de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) do país neste ano pela décima-terceira semana seguida, de 5,26% para 5,27%, de 5,00% há um mês. Para 2022, a previsão de crescimento econômico oscilou em alta, passando de 2,09% para 2,10%, enquanto para 2023 e 2024 permaneceu em 2,50%, cada, há 124 e 71 semanas, nesta ordem.

Taxa de câmbio – Por fim, a projeção para a taxa de câmbio ao final de 2021 foi mantida em R$ 5,05, de R$ 5,10 há um mês, enquanto para 2022 permaneceu em R$ 5,20 pela quinta semana. Para 2023, a cotação do dólar em relação ao real ficou em R$ 5,00. Por fim, para 2024, o mercado manteve a projeção para o câmbio em R$ 5,00 pela quinta semana.

Saldo comercial – Os economistas consultados pelo Banco Central elevaram a previsão para o superávit da balança comercial brasileira em 2021 pela segunda semana seguida, para US$ 70 bilhões, de US$ 68,70 bilhões uma semana antes, de acordo com o relatório de mercado Focus.

Para 2022, a estimativa de saldo comercial positivo oscilou em alta, de US$ 60 bilhões para US$ 60,2 bilhões. Para 2023 as previsões caíram de US$ 61,0 bilhões para US$ 60,5 bilhões. Já para 2024, a projeção passou de US$ 61,6 bilhões a US$ 62,0 bilhões.

Saldo em conta corrente – Já em relação ao saldo da conta corrente, a previsão para 2021 passou de -US$ 270 milhões para zero; para 2022, a previsão passou de -US$ 14,30 bilhões para -US$ 12,83 bilhões; para 2023, a projeção passou -US$ 21 bilhões para -US$ 18,45 bilhões, e em 2024, a previsão de saldo negativo das transações correntes passou de -US$ 28,5 bilhões para -US$ 17,4 bilhões.

Investimento estrangeiro – Por fim, a previsão para o ingresso de recursos externos no âmbito do Investimento Direto no País (IDP) em 2021 foi reduzida pela quinta semana seguida, a US$ 54 bilhões, de US$ 55 bilhões na semana anterior. Para 2022, a estimativa foi cortada de US$ 67,45 bilhões para US$ 66,99 bilhões. Para 2023 e 2024, as projeções foram reduzidas a US$ 72 bilhões e US$ 78 bilhões, de US$ 74 bilhões e US$ 79 bilhões antes, respectivamente.