Previsão para Selic ao fim de 2021 sobe pela segunda semana, diz Focus

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Foto: Sergio Roberto Bichara / freeimages.com

São Paulo – Os economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) revisaram a previsão do Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ao fim deste ano pela sétima vez seguida, oscilando de 3,62% para 3,82%. Há um mês, a projeção era de +3,50%. Para 2022, a previsão seguiu em 3,49% pela segunda vez.

Já em 2023 e 2024, as projeções foram mantidas em +3,25%, respectivamente, há 32 e há quatro semanas. Ainda no âmbito da inflação oficial, a estimativa para os próximos 12 meses subiu pela sexta semana consecutiva, passando de 3,71% para 3,84%, de 3,49% há um mês. É válido lembrar que as metas de inflação para 2021, 2022 e 2023 são de 3,75%, 3,50% e 3,25%, nesta ordem, conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A previsão para a taxa básica de juros (Selic) ao fim deste ano subiu pela segunda semana, passando de 3,75% para 4,00%, de 3,50% há quatro semanas. Para os próximos anos, a taxa seguiu em 5,00% em 2022, pela quarta vez seguida; e em 6,00%, há 17 e 49 semanas, nesta ordem, para 2023 e 2024.

Em relação às expectativas para a atividade econômica, o mercado financeiro revisou para baixo pela terceira vez a previsão de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) do país neste ano, passando de 3,43% para 3,29%, de 3,49% um mês atrás. Para os demais anos, de 2022 a 2024, a previsão de crescimento econômico foi mantida em 2,50%, cada, há 148, 103 e 50 semanas, respectivamente.

Por fim, a projeção para a taxa de câmbio ao fim de 2021 voltou a subir, passando de R$ 5,01 para R$ 5,05 após duas semanas de manutenção. Quatro semanas antes, a projeção era de R$ 5,00. Para 2022 seguiu em R$ 5,00 pela quarta semana, enquanto em 2023, a cotação do dólar em relação ao real ficou em R$ 4,90. Já em 2024, o mercado elevou a projeção para o câmbio de R$ 4,90 para R$ 4,96, voltando ao mesmo patamar de um mês atrás.

BALANÇA COMERCIAL

Os economistas consultados pelo Banco Central cortaram a previsão para o superávit da balança comercial brasileira em 2021 de US$ 57 bilhões para US$ 56 bilhões, depois de alta na semana anterior. Para 2022, a estimativa de saldo comercial positivo subiu pela segunda semana seguida, passando de US$ 49,85 bilhões para US$ 50 bilhões, enquanto para 2023 foi de US$ 49 bilhões para US$ 52,50 bilhões, na quinta alta seguida. Para 2024, a previsão de superávit comercial passou de US$ 44,60 bilhões para US$ 53 bilhões, na terceira alta consecutiva.

Em relação ao saldo da conta corrente, a previsão para 2021 foi mantida em um déficit de US$ 16,00 bilhões; para 2022, a previsão foi mantida em -US$ 28,80 bilhões; para 2023, passou de -US$ 23,00 bilhões para -US$ 22,30 bilhões, e em 2024, a previsão de saldo negativo das transações correntes passou de -US$ 33,49 bilhões para -US$ 37,20 bilhões.

Por fim, a previsão para o ingresso de recursos externos, no âmbito do Investimento Direto no País (IDP), foi mantida para todos os anos, sendo US$ 60 bilhões para 2021; US$ 70 bilhões para 2022, pela décima quarta e décima quinta semanas consecutivas, respectivamente, enquanto para 2023 e 2024, a previsão de aportes estrangeiros no setor produtivo permaneceu em US$ 80 bilhões, cada.