Previsão para inflação em 2021 sobe pela quarta semana, diz Focus

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São Paulo – Os economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) revisaram a previsão do Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ao fim deste ano pela quarta vez seguida, passando de 3,50% para 3,53%. Há um mês, a projeção era de +3,32%. Para 2022 e 2023, as projeções foram mantidas, em +3,50% e +3,25%, respectivamente, há 79 e 29 semanas.

Já para 2024, a projeção para o IPCA também foi mantida, em 3,25%. Ainda no âmbito da inflação oficial, a estimativa para os próximos 12 meses subiu pela terceira semana consecutiva, passando de 3,49% para 3,60%, de 3,56% há um mês. É válido lembrar que as metas de inflação para 2021, 2022 e 2023 são de 3,75%, 3,50% e 3,25%, nesta ordem, conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Em relação às expectativas para a atividade econômica, o mercado financeiro elevou a previsão de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) do país neste ano pela quarta semana seguida, de 3,49% para 3,50%, de 3,40% um mês atrás. Para os demais anos, de 2022 a 2024, a previsão de crescimento econômico foi mantida em 2,50%, cada, há 145, 100 e 47 semanas, respectivamente.

Já a projeção para a taxa de câmbio ao fim de 2021 subiu para R$ 5,01, após cinco semanas mantidas em R$ 5,00, enquanto em 2022 seguiu em R$ 5,00, de R$ 4,90 há um mês. Para 2023, a cotação do dólar em relação ao real oscilou em baixa de R$ 4,90 para R$ 4,86, de R$ 4,85 um mês atrás. Por fim, para 2024, o mercado reduziu a projeção para o câmbio, de R$ 4,96 para R$ 4,90.

Por fim, a previsão para a taxa básica de juros (Selic) ao fim deste ano ficou em 3,50%, de 3,00% há quatro semanas. Para os próximos anos, a taxa seguiu em 5,00% em 2022; e em 6,00%, há 14 e 46 semanas, nesta ordem, para 2023 e 2024.

BALANÇA COMERCIAL

Os economistas consultados pelo Banco Central mantiveram a previsão para o superávit da balança comercial brasileira em 2021 em US$ 55 bilhões pela terceira vez seguida. Para 2022, a estimativa de saldo comercial positivo subiu de US$ 49,30 bilhões para US$ 49,70 bilhões, enquanto para 2023 subiu de US$ 44,35 bilhões para US$ 45,00 bilhões. Para 2024, a previsão de superávit comercial permaneceu em US$ 41 bilhões.

Em relação ao saldo da conta corrente, a previsão para 2021 passou de déficit de US$ 19,95 bilhões para -US$ 19,66 bilhões; para 2022 foi de -US$ 29,10 bilhões para -US$ 29,05 bilhões, na segunda revisão seguida; para 2023, passou de -US$ 33,60 bilhões para -US$ 28,20 bilhões, e em 2024, a previsão de saldo negativo das transações correntes passou de -US$ 40,00 bilhões para -US$ 36,74 bilhões, também na segunda revisão seguida.

Por fim, a previsão para o ingresso de recursos externos, no âmbito do Investimento Direto no País (IDP), foi mantida em USS$ 60 bilhões para 2021 e em US$ 70 bilhões para 2022, pela décima primeira e décima segunda semanas consecutivas, respectivamente. Já para 2023, a previsão de aportes estrangeiros no setor produtivo permaneceu em US$ 80 bilhões, enquanto para 2024 caiu de US$ 85,00 bilhões para US$ 82,50 bilhões.