Previsão para inflação em 2021 sobe pela nona semana, diz Focus

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São Paulo – Os economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) revisaram a previsão do Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ao fim deste ano pela nona semana seguida, passando de 3,87% para 3,98%. Há um mês, a projeção era de +3,60%. Para 2022, a previsão foi mantida em 3,50%

Já em 2023 e 2024, as projeções foram mantidas em +3,25%, respectivamente, há 34 e há seis semanas. Ainda no âmbito da inflação oficial, a estimativa para os próximos 12 meses se manteve em 3,84% pela segunda semana. A projeção era de 3,64% há um mês. É válido lembrar que as metas de inflação para 2021, 2022 e 2023 são de 3,75%, 3,50% e 3,25%, nesta ordem, conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A projeção para a taxa de câmbio ao fim de 2021 subiu pela terceira vez seguida, passando de R$ 5,10 para R$ 5,15, de R$ 5,01 há um mês. Para 2022, a estimativa subiu pela segunda semana, de R$ 5,03 para R$ 5,13. Já em 2023, a cotação do dólar em relação ao real ficou em R$ 5,00, de R$ 4,86 um mês atrás. Enquanto para 2024, o mercado seguiu com a projeção de R$ 5,00 para a taxa de câmbio, de R$ 4,90 quatro semanas antes.

Em relação às expectativas para a atividade econômica, o mercado financeiro revisou para baixo a previsão de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) do país neste ano, passando de 3,29% para 3,26%. Há um mês, a projeção era de crescimento de 3,47%. Para 2022, após 149 semanas seguidas de manutenção, a projeção oscilou de 2,50% para 2,48%. Enquanto para os demais anos, 2023 e 2024, a previsão de crescimento econômico foi mantida em 2,50%, cada, há 105 e 52 semanas, respectivamente.

Por fim, a previsão para a taxa básica de juros (Selic) ao fim deste ano foi mantida em 4,00% pela segunda semana, de 3,50% há quatro semanas. Já em 2022, a projeção subiu para 5,50%, após ficar cinco semanas em 5,00%. Para os próximos anos, a taxa seguiu em 6,00% há 19 e 51 semanas, nesta ordem, para 2023 e 2024.

BALANÇA COMERCIAL

Os economistas consultados pelo Banco Central cortaram pela terceira semana seguida a previsão para o superávit da balança comercial brasileira em 2021 de US$ 55,1 bilhões para US$ 55,0 bilhões. Para 2022, a estimativa de saldo comercial positivo foi mantida em US$ 50 bilhões pela segunda semana seguida, enquanto para 2023 a previsão foi US$ 57,0 bilhões para US$ 58,5 bilhões, na sétima alta seguida. Para 2024, a previsão de superávit comercial permaneceu em US$ 60,0 bilhões, interrompendo quatro semanas de alta.

Em relação ao saldo da conta corrente, a previsão para 2021 passou para déficit de US$ 12,5 bilhões, de -US$ 12,0 bilhões na semana anterior; para 2022, a previsão foi mantida em -US$ 19,7 bilhões; para 2023, passou de -US$ 20,8 bilhões para -US$ 20,3 bilhões, e em 2024, a previsão de saldo negativo das transações correntes permaneceu em -US$ 31,3 bilhões.

Por fim, a previsão para o ingresso de recursos externos, no âmbito do Investimento Direto no País (IDP), foi reduzida de US$ 55,0 bilhões para US$ 52,5 bilhões para 2021 e de US$ 64,4 bilhões para US$ 61,9 bilhões para 2022. Em relação a 2023 e 2024, as previões foram mantidas em US$ 70 bilhões e US$ 71,1 bilhões, respectivamente.