Previsão para inflação em 2020 sobe pela 14ª semana, diz Focus

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São Paulo – Os economistas ouvidos pelo Banco Central elevaram a previsão de alta do Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano pela décima quarta semana consecutiva, passando de +3,20% para +3,25%, de +2,65% há um mês.

Para 2021, a estimativa subiu pela quarta vez, indo de 3,17% para 3,22%, enquanto para 2022 e 2023, as projeções foram mantidas, em +3,50% e +3,25%, respectivamente, há 68 e 18 semanas. Já a previsão para os próximos 12 meses passou de 3,52% para 3,56%, de 3,37% quatro semanas antes.

Em relação à economia, o mercado financeiro segue com a previsão de queda do Produto Interno Bruto (PIB) do país, porém, melhorou a expectativa pela segunda semana seguida, passando de -4,80% para -4,66%. Há um mês, a previsão era de queda de 5,00%, segundo o relatório de mercado Focus, do BC. Para os anos seguintes, a previsão de crescimento econômico foi mantida, sendo em 3,31% em 2021, e em 2,50% para 2022 e 2023, pelas 134 e há 89 semanas, respectivamente.

A previsão para a taxa de câmbio, por sua vez, foi revisada para baixo ao fim deste ano, passando de R$ 5,45 para R$ 5,41, de R$ 5,35 há um mês. Enquanto para 2021 e 2022, as projeções foram mantidas em R$ 5,20 e em R$ 5,00, respectivamente, pela terceira vez. Já para 2023, a cotação do dólar em relação ao real caiu de R$ 4,94 para R$ 4,88, de R$ 4,90 há um mês.

Por fim, os economistas mantiveram a previsão para a taxa básica de juros (Selic) neste ano em 2,00%, pela vigésima semana consecutiva, o que indica manutenção do nível atual até dezembro. Para os demais anos, as previsões seguiram inalteradas, ficando em 2,75% para 2021 pela terceira vez; em 4,50% ao fim de 2022 pela décima segunda semana; e em 6,00% em 2023 também pela terceira vez.

BALANÇA COMERCIAL

Os economistas consultados pelo BC reduziram a previsão de superávit da balança comercial brasileira em 2020 pela segunda vez seguida, de US$ 57,90 bilhões para US$ 57,73 bilhões. Para 2021, a estimativa de saldo positivo subiu de US$ 55 bilhões para US$ 55,10 bilhões, após cinco semanas de estabilidade, enquanto para 2022 foi de US$ 48 bilhões para US$ 49 bilhões. Já para 2023, a previsão caiu de US$ 45 bilhões para US$ 41,25 bilhões, após três revisões para cima.

Em relação ao saldo da conta corrente, a previsão para 2020 passou de déficit de US$ 4,00 bilhões para -US$ 3,60 bilhões; para 2021 foi de -US$ 19,20 bilhões para -US$ 17,75 bilhões, enquanto para 2022 passou de -US$ 25,50 bilhões para -US$ 26,00 bilhões, e para 2023, de -US$ 32,00 bilhões para -US$ 32,10 bilhões.

Em relação ao Investimento Direto no País (IDP), a projeção para 2020 foi mantida em US$ 50 bilhões pela quinta semana, enquanto para 2021 caiu de US$ 65 bilhões para US$ 60 bilhões, após cinco semanas seguidas de estabilidade. Já para 2022, a estimativa que se refere aos investimentos externos produtivos permaneceu em US$ 70 bilhões e, para 2023, caiu de US$ 77,50 bilhões para US$ 75 bilhões, voltando ao nível de quatro semanas.