Previsão de queda do PIB 2020 aumenta de 6,25% para 6,48%

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Foto: Afonso Lima / freeimages.com

São Paulo – Os economistas ouvidos pelo Banco Central seguem com a previsão de queda do Produto Interno Bruto (PIB) do país neste ano e preveem, agora, um recuo ainda maior da economia brasileira. Segundo o relatório de mercado Focus, a previsão de retração do PIB em 2020 passou de -6,25% para -6,48%, na décima sétima revisão seguida para baixo.

Há um mês, a projeção era de queda de 4,11%. Para os demais anos, porém, o mercado financeiro manteve a previsão de crescimento da atividade econômica, com estimativa de alta de 3,50% do PIB em 2021, pela segunda semana.

Enquanto seguiu em 2,50% para 2022 e 2023, há 111 e há 66 semanas seguidas, respectivamente.

Do lado da inflação, o relatório Focus aponta redução na previsão de alta do Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano, pela décima terceira vez seguida, passando de 1,55% para 1,53%, de 1,76% há um mês. Para 2021, a previsão foi mantida em 3,10% após cinco semanas de revisão para baixo. Há um mês, a estimativa estava em 3,25%.

Para os demais anos, a projeção para o IPCA seguiu em 3,50% para 2022 e 2023, cada, há 45 e 46 semanas, respectivamente. Já para os próximos 12 meses, a inflação oscilou em alta pela quinta semana seguida, de 3,10% para 3,19%.

Do lado da Selic, os economistas preveem que a taxa básica de juros fique em 2,25% ao fim de 2020, pela terceira semana seguida. Com isso, a previsão indica uma queda total de 0,75 ponto percentual (pp) na Selic ainda neste ano, considerando-se o nível atual de 3,00%.

Enquanto para 2021, o mercado financeiro revisou a estimativa de taxa para cima, de 3,38% para 3,50%, de 3,20% há um mês. Para 2022, o Focus revisou para baixo a estimativa de taxa, de 5,13% para 5,00%, de 5,50% há um mês. Já em 2023, a previsão para a Selic foi mantida em 6,00%, pela nona vez.

Já em relação à taxa de câmbio, o mercado financeiro manteve pela segunda semana a expectativa de dólar valorizado a R$ 5,40 ao fim deste ano, de R$ 5,00 há um mês, conforme o relatório Focus. Para 2021, a projeção também foi mantida, a R$ 5,08, após 11 semanas seguidas de revisão para cima. Há quatro semanas, a previsão era de R$ 4,83.

Enquanto para 2022, a projeção subiu de R$ 4,80 para R$ 4,90, de R$ 4,54 há um mês. Por fim, a previsão para 2023 foi revisada para baixo, de R$ 5,00 para R$ 4,90, depois de cinco semanas de estimativa de alta. Quatro semanas antes, o mercado previa câmbio a R$ 4,67.