Previsão de alta do IPCA em 2021 sobe pela 13ª vez, a 6,07%, diz Focus

São Paulo – Os economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) elevaram a previsão do Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ao fim deste ano pela décima terceira semana seguida, passando de 5,97% para 6,07%. Há um mês, a projeção era de +5,44%. Para 2022, a projeção oscilou de 3,78% para 3,77%, de 3,70% quatro semanas antes. Já em 2023 e 2024, a previsão foi mantida em 3,25% em ambos há 51 e 23 semanas, respectivamente.

Ainda no âmbito do IPCA, a estimativa para os próximos 12 meses caiu pela terceira vez seguida, passando de 4,26% para 4,24%, de 4,16% há um mês. É válido lembrar que as metas de inflação para 2021, 2022 e 2023 são de 3,75%, 3,50% e 3,25%, nesta ordem, conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Em relação às expectativas para a atividade, o mercado financeiro elevou a previsão de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) do país neste ano pela décima primeira semana seguida, de 5,05% para 5,18%, de 4,36% há um mês. Para 2022, a previsão de crescimento econômico oscilou em baixa, passando de 2,11% para 2,10%, enquanto para 2023 e 2024 permaneceu em 2,50%, cada, há 122 e 69 semanas, nesta ordem.

No que se refere à taxa básica de juros, a projeção para a Selic ao fim deste ano seguiu em 6,50% pela segunda vez, de 5,75% há um mês. Para 2022, porém, a estimativa subiu para 6,75%, após ficar por seis semanas em 6,50%. Já em 2023 e 2024, a previsão para o juro básico também foi mantida em 6,50% cada, há 14 e há 10 semanas, respectivamente.

Por fim, a projeção para a taxa de câmbio ao fim de 2021 caiu de R$ 5,10 para R$ 5,04, de R$ 5,30 quatro semanas antes. Enquanto para 2022, a previsão permaneceu em R$ 5,20 pela terceira semana. Para 2023, a cotação do dólar em relação ao real seguiu em R$ 5,05, de R$ 5,20 há um mês. Por fim, para 2024, o mercado manteve a projeção para o câmbio em R$ 5,00 pela terceira vez seguida.

BALANÇA COMERCIAL

Os economistas consultados pelo Banco Central cortaram a previsão para o superávit da balança comercial brasileira em 2021 depois de duas revisões em alta, para US$ 68,41 bilhões, de US$ 68,8 bilhões antes. Para 2022, a estimativa de saldo comercial positivo foi elevada de US$ 60 bilhões para US$ 60,2 bilhões. Para 2023 as previsões cresceram de US$ 61,08 bilhões para US$ 61,46 bilhões. Já para 2024, a projeção subiu de US$ 61,2 bilhões a US$ 62,3 bilhões.

Em relação ao saldo da conta corrente, a previsão para 2021 passou de -US$ 270 milhões para -US$ 410 milhões; para 2022, a previsão passou de -US$ 18,51 bilhões para -US$ 16 bilhões; para 2023, a projeção passou -US$ 22,5 bilhões para -US$ 23 bilhões, e em 2024, a previsão de saldo negativo das transações correntes passou de -US$ 41 bilhões para -US$ 34 bilhões.

Por fim, a previsão para o ingresso de recursos externos no âmbito do Investimento Direto no País (IDP) em 2021 foi reduzida a US$ 55 bilhões, de US$ 58 bilhões na semana anterior. Para 2022, 2023 e 2024, as projeções foram elevadas para US$ 69 bilhões, US$ 72,3 bilhões e US$ 77,95 bilhões, de US$ 67,95 bilhões, US$ 72 bilhões e US$ 77,9 bilhões, respectivamente.