Prévia do IGP-M indica inflação em outubro, diz FGV

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Por: Olívia Bulla

São Paulo – O Indice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 0,68% na primeira prévia de outubro, ante queda de 0,60% em igual período do mesmo indicador em setembro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com isso, o IGP-M acumula altas de 4,80% no ano e de 3,16% em 12 meses, até o início deste mês.

A abertura do IGP-M mostra que, na passagem da primeira prévia do mês passado para a mesma leitura deste mês, o Indice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apagou a queda de 0,95% no início de setembro e subiu 1,02% no começo de outubro; enquanto o Indice de Preços ao Consumidor (IPC) reduziu o ritmo de queda de -0,09% para -0,01%. Já o Indice Nacional de Custo da Construção (INCC) perdeu força e passou de +0,50% para +0,11%, na mesma base de comparação.

Em relação aos subgrupos do IPA, nos estágios, o índice relativo aos bens finais subiu 0,14% em outubro, ante queda de 0,04% em setembro, na primeira prévia, sendo que a maior contribuição veio do subgrupo combustíveis para o consumo, cuja taxa passou de -4,04% para +3,45%. Em bens intermediários, houve alta de 1,22%, ante -0,59%, na mesma base de comparação, enquanto as matérias-primas brutas subiram 1,77% no início deste mês, apagando a queda de 2,37% no período anterior.

Já nos itens de origem, o IPA agrícola subiu 0,63%, menos que a alta de 0,88%, entre setembro e outubro, na primeira prévia, enquanto o IPA industrial passou de -1,54% para -1,15%, no mesmo período.

Entre os subgrupos do IPC, quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo nas taxas de variação de preços. A principal contribuição veio do grupo Alimentação (de -0,89% para -0,45%), sendo que nesta classe de despesa vale citar o comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de -14,59% para -7,17%.

No componente do INCC, o índice relativo a materiais, equipamentos e serviços subiu 0,23% neste mês, após queda de 0,14% no mês passado, na primeira prévia, enquanto o índice que mede o custo da mão de obra apagou a alta de 1,04% e ficou estável, na mesma base de comparação.