Prejuízo da BRF cai no 1º tri com alta de 21,6% na receita

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Foto divulgação: BRF

São Paulo – O prejuízo líquido da BRF somou R$ 38 milhões no primeiro trimestre, caindo 66,2% em relação ao mesmo período do ano passado quando consideradas apenas as operações que não foram vendidas pela companhia de lá para cá, principalmente por causa de um aumento de 21,6% na receita, a R$ 8,949 bilhões.

Sem o ajuste sobre o resultado líquido, o prejuízo continuaria sendo de R$ 38 milhões no primeiro trimestre, mas teria caído muito mais em relação ao primeiro trimestre de 2019, quando a empresa perdeu R$ 1,012 bilhão considerando todos os ativos que possuía.

A BRF atribuiu o resultado negativo da empresa no primeiro trimestre deste ano a um acordo que encerra uma ação judicial coletiva movida contra a empresa nos Estados Unidos. A empresa pagará cerca de R$ 204 milhões para encerrar uma ação que a acusava de ter cometido fraude e práticas ilegais de negócios, e baseava-se nas informações que vieram à tona nas operações Carne Fraca e Trapaça da Polícia Federal.

O ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu 55,8% no primeiro trimestre, para R$ 1,126 bilhão, enquanto o ebitda ajustado, que desconsidera ganhos ou perdas não recorrentes, cresceu 67,2%, para R$ 1,251 bilhão.

A BRF vendeu 1,087 milhão de toneladas de alimentos no primeiro trimestre, um aumento de 8,1% em relação ao mesmo período do ano passado. O preço médio por quilo de alimento vendido aumentou 12,5%, para R$ 8,23.

As vendas no Brasil aumentaram 10,7%, para 562 mil toneladas, sendo 128 mil toneladas de aves in natura (+0,6%), 30 mil toneladas de suínos in natura (+3,7%) e as 404 mil toneladas restantes de alimentos processados (+14,9%). O preço médio do quilo dos produtos aumentou 6,7%.

“a receita líquida do Segmento Brasil cresceu 18,1% ao ano no primeiro trimestre de 2020, em linha com a estratégia de melhoria de rentabilidade de nível de serviço. Esse desempenho favorável na receita líquida, compensou o aumento de 2,0% ao ano do custo médio unitário, gerado pelos maiores custos dos grãos”, afirmou a BRF.

No segmento internacional, as vendas da BRF aumentaram 6,6%, a 457 mil toneladas, sendo 358 mil toneladas de aves in natura (+5,0%), 44 mil toneladas de suínos in natura (+44,4%) e 55 mil toneladas de processados (-3,8%). O preço médio dos produtos aumentou 17,9%, a R$ 8,78 por quilo, beneficiado principalmente pela variação do câmbio.

A dívida líquida da empresa ao fim do primeiro trimestre aumentou 0,6%, para R$ 15,589 bilhões, o que representa um índice de 2,68 vezes o ebitda ajustado da companhia para um período de 12 meses. Um ano antes, esta relação era de 5,64 vezes.