PMI de serviços do Brasil sobe a 51,1 em dezembro; emprego perde força

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São Paulo – O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços do Brasil aumentou para 51,1 pontos em dezembro, de 50,9 pontos em novembro, segundo a IHS Markit. A leitura, acima de 50 pontos, sugere expansão da atividade e os empresários indicaram que estão otimistas com 2021 por causa da perspectiva de vacinação contra a covid-19.

“O setor de serviços brasileiro encerrou 2020 em ritmo aprimorado apesar da atual pandemia de covid-19, destacando crescimentos contínuos no volume de novos pedidos e na atividade de negócios. O ímpeto deriva do fortalecimento da demanda subjacente, com os desenvolvimentos relativos à vacina liderando o sentimento positivo entre clientes e empresas”, disse a diretora associada econômica da IHS Markit, Pollyanna de Lima.

Segundo ela, os prestadores de serviços demonstraram mais otimismo em relação ao horizonte de 12 meses para a produção, mas há dúvidas sobre o quão sustentável será a recuperação do setor diante dos dados de emprego do mês passado e da possibilidade de agravamento da pandemia antes da vacinação.

O índice que mede as contratações voltou a cair em dezembro depois de ter subido pela primeira vez em nove meses em novembro, em meio a esforços para conter as despesas e o aumento dos casos de covid-19. Além disso, “o aumento do número de infecções antes da distribuição em larga escala das vacinas pode trazer novas restrições e atrasar a recuperação”, disse Lima.

Os custos de insumos cresceram mais em dezembro, com a taxa de inflação atingindo o patamar mais elevado em quase quatro anos e meio, e as empresas consultadas observaram preços mais elevados para diversos itens, associando isso, parcialmente, à escassez de insumos e ao fortalecimento do dólar.

“Foram observados aumentos mais acelerados nas categorias de Serviços ao consumidor, Informação e Comunicação, e Imóveis e Serviços comerciais. Para proteger as próprias margens, algumas empresas repassaram os custos elevados aos clientes, por meio do aumento das próprias tarifas. Os custos médios de insumos subiram em ritmo consistente, o mais forte em um ano, superando a média a longo prazo”, disse a IHS Markit.