PLOA 2021 prevê crescimento do PIB de 3,20%; inflação a 3,24%

188
Congresso Nacional é iluminado em apoio à campanha de conscientização no trânsito conhecida como Maio Amarelo.

São Paulo – O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) referente a 2021 prevê que a economia brasileira terá crescimento real de 3,20% no ano que vem, e que a inflação medida pelo índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) será de 3,24% – dentro do intervalo de metas do Banco Central para o período, que vai de 2,25% a 5,25%.

A previsão para a taxa básica de juros (Selic) média é de 2,13% – ante a taxa atual de 2,00% ao ano. O boletim Focus mais recente prevê que a Selic deve terminar este ano em 2,00% e 2021 em 2,88%.

A estimativa para a taxa de câmbio média ficou em R$ 5,11 por dólar.
Atualmente, a taxa de câmbio está perto de R$ 5,46, e a estimativa do mercado é de que ela encerre este ano em R$ 5,25 e termine o ano que vem em R$ 5,00.

A previsão para o preço médio do petróleo na PLOA 2021 é de US$ 44,49 o barril. Atualmente, o preço de referência da commodity no mercado internacional está em torno de US$ 43,00 por barril. O salário mínimo previsto na PLOA 2021 é de R$ 1.067 – ou 2,10% maior que o fixado para este ano, de R$ 1.045.

Em relação ao déficit primário para 2021, – O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) estima que o déficit primário no ano que vem será de R$ 237,3 bilhões, ou equivalente a 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB). O saldo é menos negativo que o previsto para este ano – de R$ 812,2 bilhões, ou 11,3% do PIB -, mas representa um déficit maior que o de R$ 153,4 bilhões estimado no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO).

As projeções do governo apontam que o resultado primário do setor público – que inclui governo central, empresas estatais e estados e municípios – continuará negativo nos anos seguintes, mas com rombos gradualmente menores.

Em 2022, a previsão é de que o déficit primário atinja R$ 184,4 bilhões, ou 2,3% do PIB, e em 2023 a estimativa é de um saldo negativo de R$ 152,6 bilhões, ou 1,7% do PIB.