Pix vai reduzir custos de operação dos bancos, segundo a Febraban

Para o presidente da entidade, novo sistema de pagamentos instantâneos reduzirá custos com aceitação dos pagamentos e de realização das transações em dinheiro

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Foto: Edmar Júnior / freeimages.com

São Paulo – A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) avalia que o Pix, novo sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, reduzirá os custos dos bancos com aceitação dos pagamentos e de realização das transações em dinheiro.

“Muito têm se falando em relação à perda de receitas dos bancos, mas o Pix é um aprimoramento dos meios de pagamento e será um passo gigantesco para acelerar as transações, vai aumentar a bancarização e estimular a competitividade. E não vai acabar com TEDs e DOCs, o Pix será uma nova ferramenta, mais simples, que deve ser usada em transações de menor valor”, disse Isaac Sidney, presidente da Febraban, em transmissão ao vivo pelo canal da entidade no YouTube.

Em relação às perdas com tarifas e emissão de cartões, Sidney avalia que o impacto será parcial nas receitas dos bancos, pois muitos clientes têm pacotes de serviços contratados que já não cobram tarifas nessas transações.

Na sua avaliação, o novo sistema de pagamentos dará uma nova lógica para as atividades comerciais, possibilitando mais agilidade e liquidez no mercado por conta da rapidez das transações.

Para João Pinho de Mello, diretor do Banco Central, os bancos estão preparados para atender com o Pix a partir do dia 16 de novembro, e o período de testes, que começou no dia 3 e vai até o dia 15, está sendo bem sucedido.

“O Pix é um aprimoramento dos meios de pagamento, que consegue entregar serviços financeiros utilizando a infraestrutura da telefonia móvel e trará ganhos para setores como o de energia elétrica, possibilitando a religação instantânea de clientes inadimplentes ao quitar pagamentos, por exemplo”, disse Mello.

Em relação à segurança, Leandro Vilain, diretor executivo de inovação, produtos e serviços bancários da Febraban disse que é necessário tomar os mesmos cuidados adotados em outras transações financeiras, como confirmar se o recebedor do recurso está correto, não clicar em links sem ter certeza da origem e não utilizar canais de atendimento desconhecidos.