Pior da pandemia de covid-19 ficou para trás, diz diretor do Fed

São Paulo – O presidente da unidade do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Richmond, Thomas Barkin, disse que o pior da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus ficou para trás. Ele, no entanto, alertou para os problemas nas cadeias de suprimentos.

“Acho que estamos atrás desta crise”, disse ele em um evento virtual. “O principal risco agora são as cadeias de abastecimento interrompidas por uma incompatibilidade entre a disponibilidade de bens e demanda à medida que a economia volta à vida rapidamente”, acrescentou.

Os Estados Unidos enfrentam uma crise de abastecimento, com uma escassez de chips que está pressionando os fabricantes de automóveis no país e em todo o mundo. Por isso, as autoridades da administração de Joe Biden têm trabalhado com a indústria para liberar suprimentos. Carros usam chips para vários sistemas, incluindo gestão do motor, travagem automática e condução assistida.

Barkin, que tem direito a voto este ano, disse ainda que está vendo evidências de que as pressões inflacionárias estão começando a aumentar, mas acrescentou que ainda existem forças poderosas para reduzir esses custos sendo repassados aos clientes de varejo.

Os comentários foram feitos antes da divulgação da ata da reunião do Fed de março. O documento mostrou que os membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) reconhecem uma aceleração da inflação com a recuperação mais rápida da economia, mas todos indicam que essa aceleração será transitória e que a tendência é de preços mais baixos após esse pico.