Petrobras usará dívida bruta para definir dividendos

Por Gustavo Nicoletta

Petrobras
Foto: Divulgação/Petrobras

São Paulo – A Petrobras alterou sua política de remuneração aos acionistas e incluiu cláusulas que determinam o valor do dividendo com base no nível de endividamento bruto da companhia, segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Segundo a nova política, se o endividamento bruto – incluindo compromissos relacionados a arrendamentos mercantis – superar US$ 60 bilhões, a empresa poderá distribuir aos acionistas os dividendos mínimos obrigatórios previstos em lei.

Se o nível de endividamento for menor que US$ 60 bilhões, a empresa poderá distribuir 60% da diferença entre o fluxo de caixa operacional e os investimentos. Neste cálculo, não são considerados investimentos os recursos provenientes da venda de ativos, pagamentos nas rodadas de licitação para exploração e produção de petróleo e gás natural e pagamentos referentes a aquisição de empresas ou participações societárias.

A empresa também deixa aberta a possibilidade de “em casos excepcionais” pagar dividendos extraordinários acima do valor anual estabelecido por essas regras se o endividamento bruto for menor que US$ 60 bilhões.

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