Petrobras anuncia resgate de títulos globais no valor de US$ 2,1 bilhões

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Foto: Divulgação/Petrobras

São Paulo – A Petrobras informou que a sua subsidiária integral, a Petrobras Global Finance B.V. (PGF), precificou o resgate antecipado aos investidores, no valor de aproximadamente US$ 2,1 bilhões, dos títulos 3,750% Global Notes, 5,375% Global Notes e 8,375% Global Notes, com vencimento em 2021, e dos títulos 6,125% Global Notes e 5,875% Global Notes, com vencimento em 2022.

O valor total do resgate exclui juros capitalizados e não pagos e considera para os títulos em euros a taxa de câmbio de US$ 1,2257 por euro. O resgate será financiado com recursos próprios e a sua liquidação ocorrerá em 23 de dezembro.

SUPERCOMPUTADOR

A Petrobras começou a receber os equipamentos que compõem o supercomputador denominado “Dragão”, um computador de alto desempenho para melhorar a performance no processamento geofísico, reduzindo riscos geológicos e operacionais.

Segundo a estatal, o investimento em computadores de alto desempenho foi reforçado e, em menos de dois anos, a companhia colocou em produção nove supercomputadores, inclusive os dois maiores da América Latina (Atlas e Fenix), que também têm como função o processamento de dados geofísicos.

“O supercomputador Dragão terá capacidade de processamento geofísico superior à do Atlas e Fenix juntos”, disse a empresa em nota na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Com 100 terabytes de memória RAM (Random Access Memory), rede de 100 gigabits por segundo, e milhões de processadores matemáticos, o supercomputador Dragão terá capacidade de processamento equivalente a quatro milhões de telefones celulares ou 100 mil laptops modernos. Para transportá-lo foram usados dez caminhões.

“O supercomputador atenderá as necessidades atuais de grande parte do processamento de dados geofísicos da companhia e também daquelas decorrentes dos programas estratégicos como o EXP100 (ter 100% de sucesso nos projetos exploratórios) e o PROD1000 (iniciar a produção da acumulação em 1.000 dias após a descoberta)”, explicou a estatal.

Ainda segundo a companhia, serão utilizados algoritmos desenvolvidos pelos geofísicos e analistas de sistemas, possibilitando a geração de imagens da subsuperfície com maior resolução em áreas de interesse para exploração de petróleo e gás natural e otimização da produção, além de reduzir significativamente os tempos de processamento.

O processo de montagem do supercomputador deve durar até três meses, passando por ajustes finais, com instalação de softwares e operação assistida. O início de operação com plena produção está previsto para o segundo semestre de 2021.