Petrobras domina leilão cessão onerosa; governo arrecada R$ 69,960 bi

Por Leandro Tavares

São Paulo – A Petrobras foi a dominante no leilão da cessão onerosa, como esperado, ao levar os blocos de Búzios e Itapu, os quais ela havia exercido o direito de preferência, enquanto os blocos de Sépia e Atapu, todos na Bacia de Santos, não receberam nenhuma oferta.

O governo arrecadou R$ 69,960 bilhões em bônus de assinatura, muito abaixo do previsto de R$ 106,56 bilhões. Diante disso, o governo deve receber apenas R$ 28,5 bilhões, descontados os R$ 34,1 bilhões à Petrobras. Com isso, o fatiamento para estados e municípios será bem menor.

O consórcio formado pela Petrobras (90%), CNODC Brasil (5%) e CNOOC Petroleum (5%) arrematou o bloco SS-AP1, em Búzios, na Bacia de Santos, por R$ 68,194 bilhões, sem ágio em relação ao bônus de assinatura previsto de R$ 68,194 bilhões, com o percentual mínimo de excedente de óleo de 23,24%.

No bloco SS-AP1, em Itapu, por sua vez, a Petrobras arrematou por R$ 1,766 bilhão, sem ágio em relação ao bônus de assinatura previsto de R$ 1,766 bilhão, com o percentual mínimo de excedente de óleo de 18,15%.

Foto: Divulgação/ Shell

Por fim, os blocos Sépia e Atapu não receberam nenhuma oferta. Em Sépia, que ofertará o bloco SS-AUP1, o valor do bônus de assinatura é de R$ 22,859 bilhões, com percentual mínimo de excedente de óleo de 27,88%. Já no bloco SS-AUP1, em Atapu, o valor é de R$ 13,742 bilhões, com excedente de óleo de 26,23%.

Pelo acordo, a Petrobras pagou diretamente à União pelo direito de extrair até 5 bilhões de barris de petróleo na Bacia de Santos. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estima que existam entre 6 bilhões e 15 bilhões de barris de óleo equivalente (boed) de excedente da cessão onerosa, número muito acima dos 5 bilhões de barris concedidos à Petrobras em 2010.

Entre as empresas aptas no leilão estavam: Chevron, CNODC Brasil, CNOOC Petroleum, Ecopetrol, Equinor, ExxonMobil, Petrogal, Petrobras, Petronas, QPI Brasil Petróleo, Shell e Wintershall DEA do Brasil. 

Por outro lado, gigantes do setor como BP e Total decidiram por não participar do certame. Entre os empecilhos para a não participação é que o certame oferecerá apenas participações minoritárias que não permitiriam qualquer uma assumir a operação dos empreendimentos.

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