Pesquisa com assessores da XP mostra investidores preferindo Renda Fixa

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Evolução do número de investidores em fundos imobiliários
Adriana Fornereto/CMA

São Paulo – A XP Investimentos realizou uma nova edição da sua pesquisa com os assessores da XP e assessores de investimento de escritórios autônomos filiados à XP Investimentos.A intenção é obter a visão dos assessores e, principalmente, dos seus clientes sobre a Bolsa brasileira.

Segundo a pesquisa da XP, a alocação em Renda Variável continua em baixa. O percentual dos assessores que disseram que seus clientes visam diminuir a alocação em Renda Variável aumentou em +7p.p. M/M atingindo um patamar de 38%. Investidores interessados em manter seus investimentos em nessa classe de ativos ficou em 50%, -7p.p. M/M. Por fim, apenas 12% dos clientes pretendem aumentar seus investimentos na classe de ativos, +0p.p M/M.

Já no caso da Renda Fixa ainda, o interesse segue em alta. Além de Renda Variável, as classes de ativos que os assessores e seus clientes se mostraram mais interessados foram: Tesouro Direto e Renda Fixa (80%, +3p.p. M/M); Fundos de Renda Fixa (61%, -1p.p. M/M); 3) Fundos Multimercado (50%, +6p.p. M/M); 4) Fundos Imobiliários (47%, -2p.p. M/M) ; 5) Investimentos Internacionais (19%, 2p.p. M/M); 6) Criptoativos (15%, -2p.p M/M); 7) Fundos de Renda Variável (12%, +3p.p. M/M); e 8) Ouro (3%, -2p.p. M/M)

IBOVESPA

Pela primeira vez no ano, a maioria dos assessores, 33%, acredita que o Ibovespa ficará entre os 110.000 e 120.000 pontos até o final de 2022, um aumento de +8p.p. para essa faixa com relação a última pesquisa realizada em abril. Em seguida, 26% acreditam que o índice deve fechar o ano entre 120.000 e 130.000 pontos, uma queda de -18p.p M/M. A média de palpites calculada foi de 114.912 pontos, uma queda de -5,9% em relação a abril (122.108 pontos na pesquisa passada).

Desaceleração econômica global continua a ser o maior risco para investidores. Em relação aos riscos, o destaque continuou a ser a desaceleração econômica, chegando a 33%, um aumento de +1p.p M/M. Eleições presidenciais foi visto como o segundo maior risco em 24% (+5p.p. M/M), seguida da alta de juros nos Estados Unidos em 17% (+2p.p. M/M).