Percentual de famílias endividadas sobe pelo 2º mês seguido em janeiro, diz CNC

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São Paulo – A parcela de famílias brasileiras que estão com algum tipo de dívida – cartão de crédito, cheque especial, empréstimos, entre outros – atingiu 66,5% em janeiro, aumento de 0,2 ponto porcentual (pp) em relação a dezembro e de 1,2 pp ante janeiro do ano passado, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Foi a segunda alta mensal no índice, que começou a cair em setembro e voltou a subir em dezembro de 2020. O presidente da CNC, José Roberto Tadros, disse que o movimento não é negativo, principalmente em função dos impactos da pandemia.

“Temíamos uma escalada do número de inadimplentes no país. O auxílio emergencial ajudou a evitar o pior cenário, e a economia soube se reinventar na medida do possível. Mas este ano vai ser chave para observarmos o comportamento do crédito e da inadimplência”, afirmou.

Entre os pontos positivos, a pesquisa mostrou que o percentual de famílias com contas em atraso caiu pelo quinto mês seguido, alcançando o índice de 24,8%. É a menor proporção desde fevereiro de 2020, embora a taxa esteja 1 pp acima do observado em janeiro de 2020.

A parcela de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas também diminuiu em relação a dezembro, passando para 10,9% do total em janeiro. Há um ano, o indicador havia alcançado 9,6%.

A principal modalidade de dívidas das famílias brasileiras segue sendo o cartão de crédito, que em janeiro atingiu a máxima histórica de 80,5% do total de famílias – contra 79,4% em dezembro. Em 2020, o percentual médio de famílias endividadas no cartão foi de 78%. Também houve avanço em dívidas com crédito pessoal e carnês no primeiro mês do ano.