Partidos pró-UE vencem no Parlamento Europeu, mas perdem força

Por Cristiana Euclydes

São Paulo – O Partido Popular Europeu (PPE) venceu as eleições para o Parlamento Europeu, e a Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas (S&D) ficou em segundo lugar, mantendo os partidos pró-europeus no comando da casa, mas as legendas nacionalistas e eurocéticas tiveram ganhos significativos.

Segundo resultados preliminares divulgados pelo Parlamento Europeu, o PPE conquisto 180 lugares e o S&D conquistou 146 lugares. Os dois partidos tradicionais e defensores da União Europeia (UE), porém, perderam assentos em relação à votação anterior, de 2014, e perdem a maioria que detinham no Parlamento de 751 lugares.

A terceira coalizão mais votada foi a Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa (ALDE), com 109 assentos, seguida pelos Verdes, com 69 assentos, tornando os dois grupos os candidatos mais prováveis para formarem uma aliança com o PPE e o S&D, para controlarem o Parlamento.

Entre os partidos críticos à União Europeia, o Europa das Nações e da Liberdade (ENF) conquistou 58 assentos, e o Grupo Europa da Liberdade e da Democracia Direta (EFDD) obteve 54 lugares, com avanços fortes na Itália, França e Reino Unido, segundo dados preliminares.

Na Itália, o partido anti-imigração Liga Norte, do primeiro-ministro Matteo Salvini, liderou o pleito, com 34,3% dos votos. Na França, por sua vez, o partido de Marine Le Pen, Reunião Nacional, conquistou 23,3% dos votos e liderou a disputa. A Coalizão Renascença, do presidente do país, Emmanuel Macron, ficou em segundo lugar, com 22,4% dos votos.

Por fim, no Reino Unido, o Partido do Brexit, de Nigel Farage, conquistou liderou a disputa com 31,7% dos votos. O Partido Conservador, da primeira-ministra Theresa May, obteve 8,7% dos votos, ficando em quinto lugar, enquanto a principal legenda de oposição, o Partido Trabalhista, ficou em terceiro lugar, com cerca de 14,0% dos votos.

As eleições foram realizadas entre os dias 23 e 26 de maio, e todos os 28 países da UE participaram do pleito, inclusive o Reino Unido, uma vez que a data original prevista para o divórcio britânico com o bloco europeu, em 29 de março deste ano, foi adiada e o novo prazo é 31 de outubro.

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