Regiões dos EUA já sinalizam desaceleração econômica com novo surto

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Prédio do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) em Washington. Foto: Divulgação/ Federal Reserve

São Paulo – A economia continuou a crescer nos Estados Unidos em ritmo modesto a moderado, mas nem todas as partes do país desfrutaram desse movimento de recuperação, segundo mostra o Livro Bege, relatório do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) sobre as 12 regiões do país.

O documento, que avaliou a atividade econômica até 20 de novembro, mostrou ainda que as perspectivas permaneceram positivas na maioria das regiões dos Estados Unidos, no entanto, o otimismo diminuiu – muitos contatos citaram preocupações com a recente onda de pandemia, restrições obrigatórias e o fim dos benefícios de desemprego e moratórias sobre despejos e execuções hipotecárias.

Quatro dos distritos norte-americanos descreveram a expansão como pouca ou nenhuma, com relatos de atividade abaixo dos níveis pré-pandêmicos em alguns setores.

“Além disso, Filadélfia e três dos quatro distritos do meio-oeste observaram que a atividade começou a diminuir no início de novembro, à medida que os casos de covid-19 aumentaram”, diz o Livro Bege.

O documento indicou que houve um crescimento superior à média na manufatureira, na distribuição e logística, construção residencial e em vendas de residências existentes, embora não sem interrupções.

“Os contatos bancários de vários distritos reportaram deterioração das carteiras de crédito, em particular para o crédito comercial dos setores de varejo, lazer e hotelaria”, informa o Livro Bege. Segundo eles, um aumento na inadimplência em 2021 tornou-se mais provável.