Para EUA, decisão em favor da China mostra necessidade de reformar OMC

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O representante de Comércio dos Estados Unidos, Robert Lighthizer / Foto: Casa Branca

São Paulo – A decisão da Organização Mundial do Comércio (OMC) em favor da China mostra a necessidade de forma na organização, de acordo com o escritório do Represente de Comércio dos Estados Unidos, em comunicado.

“O relatório da OMC sobre a ação dos Estados Unidos contra a China mostra necessidade de reforma”, diz a nota. Ontem, a organização determinou que algumas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos à importação de produtos da China violam as regras de comércio global.

“Este relatório do painel confirma o que a administração [do presidente dos Estados Unidos, Donald] Trump vem dizendo há quatro anos: a OMC é completamente inadequada para impedir as práticas tecnológicas prejudiciais da China”, disse o representante comercial norte-americano, Robert Lighthizer.

“Embora o painel não tenha contestado as extensas provas apresentadas pelos Estados Unidos de roubo de propriedade intelectual pela China, sua decisão mostra que a OMC não oferece remédio para tal má conduta”, acrescentou ele.

“Os Estados Unidos devem ter permissão para se defender contra práticas comerciais desleais, e a administração Trump não permitirá que a China use a OMC para tirar vantagem dos trabalhadores, empresas, fazendeiros e pecuaristas norte-americanos”.

Trump fez o primeiro anúncio de taxas sobre produtos chineses em março de 2018, citando o amplo déficit comercial norte-americano ante a China. Desde então, os Estados Unidos aplicaram quase US$ 400 bilhões em taxas à produtos da China.

Após diversas rodadas de negociações, os dois lados chegarem a um acordo comercial de primeira fase em janeiro deste ano. O acordo prevê que Pequim compre bilhões de dólares a mais em produtos norte-americanos, especialmente agrícolas, além de proteger a propriedade intelectual, entre outros pontos.

“É importante observar que este relatório não tem efeito sobre o acordo histórico de fase um entre os Estados Unidos e a China, que inclui novos compromissos exequíveis da China para prevenir o roubo de tecnologia norte-americana”, concluiu Lighthizer.