Ouça o Agência CMA Podcast de 3 de maio

Para ouvir o Podcast, clique no botão logo acima. Se preferir a versão em texto, a transcrição está logo abaixo. Tem sugestões, reclamações, críticas ou elogios? Envie um e-mail para g.nicoletta@cma.com.br.

Olá ouvinte do Agência CMA Podcast, eu sou Gustavo Nicoletta, editor-chefe da agência, e este é o resumo da semana.

O feriado na quarta-feira, que serviu de pretexto para a Câmara dos Deputados esfriar a discussão pública sobre a reforma da Previdência, abriu espaço para que o mercado brasileiro reagisse ao noticiário internacional.

Foi por isso que, ontem, o Ibovespa fechou em baixa, reagindo de forma tardia à decisão de política monetária do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos.

A instituição manteve a taxa referencial de juros do país entre 2,25% e 2,50%, como era amplamente esperado, e reiterou que o emprego e a economia nos Estados Unidos estão crescendo de forma sólida.

Ao mesmo tempo, disse que o consumo das famílias e empresas continua fraco, assim como a inflação mesma avaliação feita em março, mês em que foi anunciada a decisão anterior sobre os juros.

A surpresa ao mercado veio do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. Ele disse que no momento não há motivos para os juros subirem nem caírem.

O comentário desapontou parte dos investidores, que pouco antes da decisão do Fed começaram a apostar que haveria redução na taxa de juros dos Estados Unidos nos próximos meses por causa dos sinais de fraqueza na economia mundial.

Na próxima semana, no Brasil, devem chamar a atenção do mercado os dados sobre a inflação de abril, na sexta-feira, e as vendas no varejo de março, na quinta-feira.

Na quarta-feira, o Banco Central anuncia a decisão de política monetária e a expectativa é de que a Selic, a taxa básica de juros, seja mantida em 6,5% ao ano.

O comunicado também deve passar a mencionar um novo risco externo identificado pela instituição – de endividamento elevado em empresas dos Estados Unidos e da Europa – e pode mencionar o efeito da valorização do dólar nas últimas semanas.

O dólar forte, somado à decisão de quarta-feira do Federal Reserve, diminuiu a expectativa de cortes de juros no Brasil ainda este ano.

Os investidores também devem ficar atentos à tramitação da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara dos Deputados, que retomará as atividades a partir de terça-feira.

O relator da comissão precisa esperar pelo menos até o final de maio para apresentar seu parecer sobre a reforma, mas pode prorrogar o prazo de entrega até o último trimestre deste ano.

No exterior, são esperados indicadores sobre a inflação nos Estados Unidos, na sexta-feira, e o mercado deve monitorar o número para decidir se concorda com a avaliação do Federal Reserve, de que a alta nos preços deve ganhar força nos próximos meses.

A China também divulga dados sobre a inflação, na quinta-feira, e um dia antes o banco central do Japão apresenta a ata da reunião de política monetária ocorrida em março.

Vale também destacar a reunião informal dos chefes de Estado da União Europeia, na quinta-feira. O divórcio entre o bloco e o Reino Unido não faz parte da pauta oficial do encontro, mas o assunto deve permear as discussões.

Com isso eu encerro o nosso boletim semanal. Boa semana, bons negócios.

WP Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com