Ouça o Agência CMA Podcast de 24 de maio

Para ouvir o Podcast, clique no botão logo acima. Se preferir a versão em texto, a transcrição está logo abaixo. Tem sugestões, reclamações, críticas ou elogios? Envie um e-mail para g.nicoletta@cma.com.br.

Olá ouvinte do Agência CMA Podcast, eu sou Carolina Pulice, repórter da agência, e este é o resumo da semana.

O mercado financeiro entrou em alerta na segunda-feira depois que o Google limitou o acesso da companhia chinesa Huawei a seus serviços.

A decisão foi uma consequência direta do boicote do governo dos Estados Unidos à empresa asiática e foi vista por investidores como um efeito colateral da guerra comercial entre Washington e Pequim.

A notícia deixou o mercado preocupado com prejuízos inesperados que a disputa traria ao setor de tecnologia, um dos mais importantes tanto nos Estados Unidos como na China, e derrubou as bolsas em todo o mundo.

A Casa Branca reagiu adiando a vigência de restrições aplicadas à Huawei, o que ajudou a aliviar a preocupação dos investidores, mas não afastou inteiramente a cautela deles com o cenário de guerra comercial.

No Brasil, o mercado sofreu influência negativa do exterior e teve de lidar com incertezas relacionadas ao contexto político.

O problema do governo nos últimos dias era garantir que a Câmara dos Deputados votasse medidas provisórias prestes a perder a vigência.

Neste aspecto, houve progresso. O Congresso aprovou a tempo uma MP que remove limites a investimento estrangeiro em companhias aéreas.

Além disso, a Câmara aprovou outra MP mantendo o número de ministérios estabelecido pelo presidente Jair Bolsonaro, em vez de determinar a cisão de uma das pastas – a do Desenvolvimento Regional – em dois ministérios novos.

Mesmo assim, o governo sofreu derrotas parciais nos dois casos. Na MP do setor aéreo, o Congresso recriou a franquia para o despacho de bagagens.

Na MP dos ministérios, a manutenção do número de pastas foi atribuída mais à sensibilidade da Câmara ao momento de ajuste fiscal do que à articulação do governo.

Nesta mesma MP, os deputados mantiveram o Conselho de Controle de Atividades Financeiras – o Coaf – no Ministério da Economia, em vez de transferi-lo para o Ministério da Justiça, como defendia o ministro Sergio Moro.

Também na Câmara, os deputados aprovaram, em fase de comissão, uma proposta de reforma tributária nascida no Legislativo.

O projeto aglutina impostos federais, estaduais e municipais e é parecido com o da equipe econômica de Jair Bolsonaro. No entanto, o Planalto pretendia discutir este assunto só depois que a reforma da Previdência fosse aprovada.

Ainda em relação às dualidades do cenário político, o governo conseguiu evitar um congelamento adicional nos gastos públicos e diminuiu o contingenciamento aplicado ao Ministério da Educação.

A medida foi uma resposta clara aos protestos contra o arrocho anunciado em março, mas custou 70% da reserva de emergência que havia sido montada pelo Planalto para compensar um resultado abaixo do previsto na arrecadação.

A política também foi o que motivou a agência de classificação de risco Fitch a manter a nota de crédito do Brasil em BB menos, ou no grupo de países considerados pouco confiáveis.

Para a Fitch, ainda há muitas dúvidas em torno do escopo e do momento em que as reformas econômicas serão aprovadas, e isso impede a melhora no rating brasileiro.

Na semana que vem, no Brasil, o foco continuará sobre o noticiário político.

A MP dos ministérios ainda precisa ser aprovada pelo Senado para passar a valer, e na Câmara outra MP importante, a do saneamento básico, estará em discussão. Ela deve ser votada no Congresso até 3 de junho para não perder a vigência.

Entre os indicadores, os destaques serão os dados sobre o Produto Interno Bruto do primeiro trimestre, na quinta-feira. A expectativa é de que os números venham fracos, conforme apontado pelo indicador de atividade econômica do Banco Central, o IBC-Br.

Além disso, na sexta-feira, está prevista a publicação da taxa de desemprego de abril.

No exterior, o mercado estará atento aos dados revisados sobre o crescimento da economia dos Estados Unidos no primeiro trimestre, que serão publicados na quinta-feira, e aos números sobre a renda e os gastos pessoais dos norte-americanos, na sexta-feira.

Na União Europeia, devem ser divulgados os resultados das eleições parlamentares do bloco a partir de domingo e, na terça-feira, deve ocorrer uma reunião do Conselho Europeu para começar a seleção dos próximos chefes de instituições da União Europeia.

O presidente do banco central do Japão, Haruhiko Kuroda, discursará no domingo e na terça-feira à noite.

Vale lembrar que na segunda-feira será feriado nos Estados Unidos e os mercados do país permanecerão fechados.

Com isso eu encerro o nosso boletim semanal. Boa semana, bons negócios.

WP Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com