Ouça o Agência CMA Podcast de 23 de agosto

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Olá ouvinte do Agência CMA Podcast. Eu sou Gustavo Nicoletta, editor-chefe da agência, e este é o resumo da semana. O nosso boletim de hoje foi publicado com atraso, mas por um bom motivo.

Logo pela manhã, a China anunciou tarifas a um novo conjunto de produtos importados dos Estados Unidos. Também disse que vai sobretaxar o petróleo importado do país, e que os carros norte-americanos terão de pagar tarifa para entrar no mercado chinês a partir de dezembro.

As medidas foram tomadas em retaliação a decisões semelhantes anunciadas há algumas semanas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O mercado reagiu mal ao anúncio da China, que foi feito pouco menos de duas horas antes do evento mais esperado da semana, o discurso do presidente do banco central dos Estados Unidos, Jerome Powell.

Em julho, a instituição se reuniu e reduziu os juros em caráter preventivo, aparentemente abandonando a postura reativa que vinha pautando as decisões. Na quarta-feira, a ata daquela reunião mostrou que o comitê de política monetária ficou dividido.

A maioria do grupo entendeu ser necessário um corte preventivo na taxa de juros dos Estados Unidos, mas houve quem defendesse uma redução ainda maior e quem fosse contra qualquer redução.

Sem encontrar pistas decisivas sobre qual seria a trajetória dos juros, o mercado esperava que Powell fizesse alguma sinalização sobre o assunto. O anúncio da China, pouco antes do discurso, só aumentou ainda mais essa expectativa.

Quando Powell falou, o mercado se acalmou um pouco. Ele prometeu que o banco central americano está monitorando cuidadosamente a situação e agirá de forma “apropriada” para sustentar o crescimento.

Mas a alegria durou pouco. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insinuou que Powell era inimigo do país e disse que responderia às tarifas adotadas pela China nas próximas horas.

Foi o suficiente para uma onda de aversão ao risco varrer novamente os mercados globais, empurrando índices de ações para baixo.

Na próxima semana, no Brasil, está prevista a divulgação do Produto Interno Bruto do segundo trimestre. A expectativa é de que os números mostrem retração ou baixo crescimento em relação ao primeiro trimestre.

No Senado, deve ser votado o projeto de lei que define como será repartido o dinheiro do leilão da cessão onerosa. Esta lei é necessária para que estados e municípios também possam receber os recursos.

Além disso, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, pode comparecer a uma audiência com a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado para falar sobre política monetária.

No exterior, um dos destaques será a reunião de cúpula do G-7, o grupo que reúne Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.

A pauta do encontro já estava cheia de assuntos para discussão – guerra comercial, tensão entre Estados Unidos e Irã, rompimento dos britânicos com a União Europeia, instabilidade política na Itália, por exemplo.

No entanto, diante da crescente atenção internacional aos incêndios fora de controle na Amazônia, o presidente francês, Emmanuel Macron, solicitou que este seja o tema prioritário da reunião.

Na Itália, termina na terça-feira o prazo para a formação de um governo. Se não houver acordo entre os partidos, o presidente italiano pode convocar novas eleições.

Vale destacar também os dados de inflação da zona do euro previstos para sexta-feira, e eventuais desdobramentos da tensão mais acirrada entre Estados Unidos e China.

Com isso eu encerro o nosso boletim semanal. Boa semana, bons negócios.

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