Ouça o Agência CMA Podcast de 10 de maio

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Olá ouvinte do Agência CMA Podcast, eu sou Gustavo Nicoletta, editor-chefe da agência, e este é o resumo da semana.

A falta de acordo entre a China e os Estados Unidos sobre a relação comercial entre os dois países pesou sobre os mercados mundiais nesta semana.

Até o último sábado, a guerra comercial entre americanos e chineses tinha adquirido um caráter secundário para os investidores, principalmente porque a sinalização dada pelas autoridades era de que um acordo estava próximo e poderia ser fechado nos próximos dias.

O quadro mudou no domingo, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou a China de voltar atrás em compromissos feitos durante as negociações e ameaçou os chineses com mais tarifas de importação.

A declaração teve efeito quase imediato, e os mercados globais tiveram um dia negativo na segunda-feira, com os investidores se ajustando à hipótese de fracasso nas negociações.

A China indicou que mesmo sob ameaças enviaria uma delegação aos Estados Unidos para continuar as conversas sobre o acordo comercial. A visita já estava programada, mas tinha sido colocada em dúvida por causa das declarações de Trump.

O mercado reagiu positivamente à notícia, mas ontem, mesmo após uma nova rodada de negociações, os Estados Unidos decidiram elevar tarifas de importação sobre parte dos produtos importados da China.

As conversas devem continuar nesta sexta-feira e talvez isso impeça uma deterioração mais significativa nos mercados. A maioria dos principais índices acionários do mundo opera em alta, provavelmente por causa da expectativa de que ainda há chance de acordo.

O fim da trégua comercial entre China e Estados Unidos desviou um pouco a atenção dos investidores dos eventos no mercado brasileiro. A decisão do Banco Central sobre os juros foi uma das poucas notícias que ganharam relevância.

O comitê de política monetária, ou Copom, manteve a Selic em seis e meio por cento, elevou a previsão de inflação deste ano, reconheceu a fraqueza na economia e sinalizou que ela pode acabar desacelerando o ritmo de alta dos preços.

O comunicado deixou os investidores sem saber se, e quando, pode haver uma redução dos juros, mas deixou claro que a Selic deve ficar baixa por um período prolongado.

Para a próxima semana, no Brasil, o destaque será a divulgação da ata da reunião do Copom, na terça-feira. O documento pode detalhar a avaliação sobre a economia e qual o peso que a fraqueza na atividade exerceu na decisão sobre os juros.

Vale destacar também a ida do ministro da Economia, Paulo Guedes, à comissão mista de orçamento do Congresso, na terça-feira, e os dados sobre o setor de serviços, que serão divulgados no mesmo dia.

O IBC-Br, índice sobre a atividade econômica brasileira, também deve ser divulgado em algum momento da semana que vem – provavelmente na quarta-feira.

No exterior, a tensão geopolítica pode dominar o noticiário na semana que vem. Além da definição das negociações comerciais entre Estados Unidos e China, também estão na lista de preocupação do mercado o lançamento de mísseis pela Coreia do Norte e a situação na Venezuela, assim como o acirramento de tensões militares no Oriente Médio e no Mar do Sul da China.

No âmbito dos indicadores, atenção aos dados sobre a confiança dos investidores na economia alemã, na terça-feira, e as vendas no varejo dos Estados Unidos, na quarta-feira.

Com isso eu encerro o nosso boletim semanal. Boa semana, bons negócios.

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