OMS recomenda não utilizar remdesivir em tratamentos para covid-19

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Paciente é levado ao hospital Mount Sinai Nova York / Foto: ONU

São Paulo — A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou não utilizar o medicamento remdesivir para tratamento de pacientes hospitalizados com covid-19. Segundo a entidade, não há provas científicas suficientes para comprovar sua eficácia no tratamento da doença.

“A OMS emitiu uma recomendação condicional contra o uso de remdesivir em pacientes hospitalizados, independentemente da gravidade da doença, pois atualmente não há evidências de que o remdesivir melhore a sobrevida ou atue de qualquer forma forma sobre esses pacientes”, afirma a organização em comunicado.

A organização informou que as novas diretrizes em relação ao medicamento começaram a ser analisadas em 15 de outubro, quando o Estudo de Solidariedade da OMS publicou seus resultados provisórios. “Os dados revisados painel incluíram os resultados deste estudo, bem como 3 outros estudos controlados randomizados. Ao todo, foram considerados os dados de mais de 7 mil pacientes nos 4 ensaios”, informa a entidade.

A evidência das pesquisas da OMS sugeriu nenhum efeito importante da droga sobre a mortalidade, necessidade de ventilação mecânica, tempo para melhora clínica e outros resultados importantes para o paciente.

O grupo de desenvolvimento de diretrizes reconheceu que mais pesquisas são necessárias, especialmente para fornecer maior certeza de evidências para grupos específicos de pacientes. Eles apoiaram a inscrição contínua em ensaios de avaliação do remdesivir.

O grupo internacional de desenvolvimento de diretrizes para a droga inclui 28 especialistas em cuidados clínicos, 4 pacientes-parceiros e um especialista em ética.

“As diretrizes foram desenvolvidas em colaboração com a organização sem fins lucrativos Magic Evidence Ecosystem Foundation (MAGIC), que forneceu suporte metodológico. As diretrizes são uma inovação, combinando padrões científicos com a velocidade necessária para responder a uma pandemia em andamento”, escreve a OMS.