OMS pede que Brasil aja coordenadamente contra covid-19 após salto no número de mortes

O diretor-geral da OMS afirmou que a situação é "muito preocupante e pediu firmeza ao novo ministro da Saúde

diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus / Foto: União Europeia

São Paulo, 22 de março de 2021 – A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu que o governo brasileiro realize um esforço coordenado entre agentes federais e locais para impedir o avanço de covid-19 no país. O órgão também
pediu que o futuro ministro da saúde, Marcelo Queiroga, se atenha à ciência e tenha “firmeza” na coordenação da crise sanitária.

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, afirmou que a situação do Brasil é “muito preocupante”. “Entre 15 de fevereiro e 15 de março, a taxa de mortos passou de 7 mil por semana para 15 mil. Isso é um salto enorme”, declarou.

“O número de mortes aumenta. O número de casos aumenta. É preciso que o Brasil faça um esforço coordenado. Apenas com todos fazendo sua parte é que Brasil vai conseguir reverter a tendência de alta”, afirma.

Tedros também deu boas-vindas ao novo ministro, junto com a vice-diretora do órgão Mariangela Simão. “Ao ministro Marcelo Queiroga, desejamos muita competência e firmeza no enorme desafio que tem hoje o Brasil”, disse. “A mensagem extremante importante – e que ele já se posicionou – é que políticas de saúde sejam baseadas em evidências cientificas”, afirmou ela.

“É um desafio”, disse Michael Ryan, diretor de operações da OMS, sobre a mudança de ministros. Mas ele afirma que o Brasil precisa agir coordenadamente entre Brasília e os estados e municípios.

“Os números estão aumentando e a pressão no sistema de saúde continua bem elevada”, insistiu ele. “Não falamos ao ministro o que deve fazer. Mas o que o Brasil precisa é maior integração entre municipalidades, estados e governo federal”, concluiu.