Casos globais subiram 20% numa semana e novas variantes preocupam, alerta OMS

Bandeira com o símbolo da Organização Mundial da Saúde (OMS). (Foto: Missão dos EUA/Eric Bridiers)

São Paulo – A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que a pandemia não terminará mesmo que a disseminação da variante Ômicron do coronavírus diminua em alguns países, alertando que os altos níveis de contágio globalmente devam levar a novas variantes à medida que o vírus sofrer mutações.

“Estamos ouvindo muitas pessoas sugerirem que a Ômicron é a última variante, que acabou depois disso. E esse não é o caso porque esse vírus está circulando em um nível muito intenso em todo o mundo”, disse Maria Van Kerkhove, líder técnica contra Covid-19 da OMS, durante uma coletiva de imprensa sobre o coronavírus em Genebra.

Também presente na coletiva, o epidemiologista Bruce Aylward alertou que altos níveis de transmissão dão ao vírus mais oportunidade de se replicar e sofrer mutações, aumentando o risco de que outra variante surja.

“Não entendemos completamente as consequências de deixar essa coisa se espalhar”, disse Aylward. “A maior parte do que vimos até agora em áreas de transmissão descontrolada foi que pagamos um preço pelas variantes que emergem e novas incertezas que temos que gerenciar à medida que avançamos”, completou ele.

Novas infecções aumentaram 20% globalmente na última semana, com quase 19 milhões de casos totais notificados durante esse período, segundo a OMS. Mais cedo, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, também voltou a alertar sobre o possível surgimento de novas variantes.

“O número de mortes permanece estável até o momento, mas nos preocupamos com o impacto da Ômicron está tendo em sistemas de saúde exaustos e sobrecarregados”, disse Tedros.

Ele ainda afirmou que a pandemia “não está nem perto do fim” e que é “enganosa” a narrativa de que a doença provocada pela Ômicron seja leve, ainda que na média seja menos grave.