OMS alerta para disparada de casos de covid-19 no mundo e defende restrições

Bandeira com o símbolo da Organização Mundial da Saúde (OMS). (Foto: Missão dos EUA/Eric Bridiers)

São Paulo – Os casos de covid-19 em todo o mundo subiram por sete semanas consecutivas, enquanto as mortes ligadas à doença aumentaram por quatro semanas consecutivas, disse o secretário-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus. Segundo ele, em janeiro e fevereiro o mundo viu o número de casos cair por seis semanas seguidas.

Esse avanço de casos e mortes, disse Ghebreyesus, está ocorrendo mesmo com 780 milhões de doses de vacina contra o novo coronavírus já administradas em todo o mundo.

“Agora vimos sete semanas consecutivas de aumento de casos e quatro semanas de aumento de mortes. A semana passada foi o quarto maior número de casos em uma única semana até agora. Vários países na Ásia e no Oriente Médio viram grandes aumentos de casos”, afirmou ele em coletiva de imprensa.

Diante dos dados apresentados por Ghebreyesus, a chefe técnica da OMS para a covid-19, Maria van Kerkhove, disse que o número de infecções globais subiu 9% e o número de óbitos ligados à covid-18 aumentaram 5%.

Segundo contagem da OMS atualizada hoje, o mundo tem 135.646.617 casos confirmados do novo coronavírus, com 2.930.732 mortes em 223 países ou território.

“Isso quer dizer que as vacinas estão funcionando, mas o controle dessa pandemia não está resumido apenas às vacinas. As pessoas precisam manter as medidas de isolamento e cuidado até que sejam imunizadas”, afirmou ela.

Sem citar nominalmente os países, o chefe da OMS disse que em várias partes do mundo não foram adotadas medidas de controle mesmo com o aumento de casos e que o esgotamento do sistema de saúde teria sido evitado com bloqueios.

“Em alguns países, apesar da transmissão contínua, os restaurantes e casas noturnas estão lotados, os mercados estão abertos e lotados, com poucas pessoas tomando precauções. Algumas pessoas parecem estar adotando a abordagem de que, se são relativamente jovens, não importa se forem contaminados. Essa doença não é apenas uma gripe”, disse Ghebreyesus.

“Nós também queremos a reabertura das sociedades e economias, e a retomada das viagens e do comércio. Mas agora, as unidades de terapia intensiva em muitos países estão transbordando e as pessoas estão morrendo – e isso é totalmente evitável”, acrescentou.