Nova fase mira de novo em Paulo Preto, operador do PSDB

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Por Gustavo Nicoletta

São Paulo – A Polícia Federal e o Ministério Público Federal de São Paulo lançaram uma nova fase da operação Lava Jato para investigar se Paulo Vieira de Souza – ou “Paulo Preto” – cometeu mais crimes de lavagem de dinheiro.

Paulo Preto foi diretor da Dersa – empresa do governo estadual de São Paulo, há décadas comandado pelo PSDB. Em fases anteriores da Lava Jato, ele foi considerado um dos responsáveis por gerenciar o dinheiro que seria usado para as empresas pagarem propinas e fazerem doações eleitorais não declaradas a políticos.

Paulo Preto já foi condenado pela Justiça Federal em São Paulo a mais de 145 anos de prisão por comandar um esquema de desvio de dinheiro público e a mais de 27 anos de prisão por ter atuado na formação de cartel de construtoras que prestavam serviço para a Dersa no Rodoanel Sul e no Sistema Viário. Ele também responde a processo, na Justiça Federal de São Paulo, por crimes de corrupção e lavagem internacional.

Hoje, a operação mira em familiares e pessoas ligadas a Paulo Preto, além de prestadores de serviços. Isso porque as apurações indicaram que ele teria participado da gestão de pessoas jurídicas usadas para a prática de atos de lavagem de dinheiro, bem como em ocultação de documentos.

“O foco das investigações na presente fase são atos de lavagem cometidos dentro do território nacional, com o auxílio de terceiros ligados a ele e por intermédio sobretudo do uso de pessoas jurídicas”, disseram os procuradores em comunicado.