Notícia sobre vacina atenua, mas não evita queda da bolsa

Gráfico

São Paulo – A notícia de que a Índia vai começar a exportar amanhã para o Brasil as vacinas contra o novo coronavírus desenvolvidas pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford atenuou a queda do Ibovespa na tarde de hoje, mas não evitou que a bolsa brasileira se mantivesse na contramão de outras praças do mercado financeiro e registrasse o terceiro fechamento seguido no vermelho. Ainda assim, o Ibovespa encontrou dificuldade para recuperar a faixa dos 119 mil pontos e fechou em queda pela terceira sessão seguida, recuando 1,10%, para 118.328,99 pontos.

O dólar comercial fechou em alta de 0,99% no mercado à vista, cotado a R$ 5,3630 para venda, em sessão de forte volatilidade e amplitude com a moeda oscilando na mínima de R$ 5,23 e máxima de R$ 5,40, reagindo às declarações dos candidatos às presidências da Câmara dos Deputados e do Senado, Arthur Lira e Rodrigo Pacheco, respectivamente, no qual eles se mostraram favoráveis à prorrogação do pagamento do auxílio emergencial. Junto ao exterior mais negativo para parte das moedas de países emergentes, o risco fiscal elevou o temor no cenário local.

O gerente da mesa de câmbio da Correparti, Guilherme Esquelbek, ressalta que a moeda renovou máximas sucessivas, no maior valor intraday desde o dia 12, após as declarações do candidato à presidência da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro. “Ele falou sobre a possibilidade da volta do auxílio emergencial, com o dólar chegando a trabalhar na casa dos R$ 5,40”, diz.

Já as taxas dos contratos de juros futuros (DIs) encerraram a sessão em alta acelerada, no dia seguinte à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de retirar do comunicado a orientação futura (forward guidance) da Selic estável, levando os investidores a
calibrarem as expectativas em relação ao rumo do juro básico. Os riscos fiscais e inflacionários somados ao dólar pesaram na curva a termo, mas notícias favoráveis sobre vacina contra covid-19 aliviaram parte da pressão.

Ao final da sessão regular, o DI para janeiro de 2022 ficou com taxa de 3,380%, de 3,245% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 terminou projetando taxa de 5,125%, de 4,96% após o ajuste ontem; o DI para janeiro de 2025 encerrou em 6,62%, de 6,48%; e o DI para janeiro de 2027 ficou com taxa de 7,26%, de 7,15%, na mesma comparação. No mercado de câmbio, o dólar à vista subia, cotado acima de R$ 5,35.

Nos Estados Unidos, o S&P 500 e o Nasdaq deixaram o Dow Jones para trás, encerrando o dia em alta e renovando recordes no fechamento em uma aposta de Wall Street nas gigantes de tecnologia, que divulgam seus resultados trimestrais na próxima semana.

Confira abaixo a variação e a pontuação dos principais índices de ações dos Estados Unidos no fechamento:

Dow Jones: -0,04%, 31.176,01 pontos
Nasdaq Composto: +0,55%, 13.530,90 pontos
S&P 500: +0,03%, 3.853,07 pontos