Nota do Cade sobre fusão entre Hapvida e Intermédica não é sinal vermelho, diz Credit Suisse

Foto divulgação: Hapvida

São Paulo – A avaliação inicial do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre a fusão entre a Hapvida e o Grupo Notre Dame Intermédica, que apontou que a operação é complexa, não é um sinal vermelho para a transação, mas apenas sugere que devem ser aplicados remédios pela autarquia e que o processo pode demorar mais que o esperado, avalia o Credit Suisse.

“Em nossa análise da nota oficial do Cade, as preocupações podem ser resumidas em dois pilares: concentração excessiva de beneficiários em alguns lugares e potencial de exclusividade dos provedores de saúde, diminuindo o acesso de outros pagadores às redes credenciadas”, disseram os analistas do banco em relatório.

Para eles, apesar da reação negativa à avaliação da autarquia ontem, os papéis das operadoras estão em nível pré-anúncio da operação e, dessa forma, não incorporaram possíveis ganhos de sinergias que podem ser capturados com a fusão.

Na nota, o Cade disse que irá aprofundar a análise e conceder às partes a oportunidade de apresentar informações complementares. O órgão diz que a dilatação do prazo de avaliação poderá ser exigida, mas, por ora não se faz necessário. A estimativa é que a decisão final do Cade em relação à aprovação da fusão ocorra até fevereiro de 2022.