Não vamos aumentar impostos com reforma tributária, diz Guedes

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Entrevista coletiva do ministro da economia, Paulo Guedes. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Brasília – O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o governo não irá aumentar impostos. “O que quero dar ênfase é que não queremos aumentar os impostos, é uma redistribuição de carga.

Sempre houve gastos do governo primeiro e depois o aumento de impostos e agora estamos dizendo que não vamos aumentar os impostos”. Guedes esteve reunido na manhã de hoje com o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos.

Guedes explicou que o objetivo é se criar uma base mais ampla de tributação incluindo aqueles que não pagam impostos atualmente como ocorre dentro da economia digital. Foi criado o IVA que pega mais a indústria, ele também serve, tanto que estamos colocando uma alíquota única, mas ele foi mais bem desenhado para indústria e agora temos uma nova economia surgindo, a economia digital. Se conseguirmos uma base mais ampla, de gente que não pagar, uma economia paralela, de gente criativa, mas que não paga conseguimos uma base mais ampla e conseguimos simplificar”.

Questionado sobre a demora para o envio de reformas, o ministro respondeu que o que define o momento da apresentação de reformas é o “timing político”. Guedes afirmou ainda que o governo está retomando o status de março em relação ao envio das reformas.

“Quem dá o ritmo das reformas é a política e não a equipe econômica. Eu já estava com a reformas administrativa pronta, mas não era o timing e o timing é da política, a política diz quando anda. Quando chegou o Coronavírus houve uma bagunça, mas estamos acertados e voltando ao status de março”.

No último dia 21, o ministro da economia entregou a primeira parte da reforma tributária ao Congresso. A proposta unifica o PIS e o Cofins em um único imposto com alíquota de 12% que incidirá sobre a receita decorrente do faturamento empresarial, ou seja, sobre as operações realizadas com bens e serviços em sentido amplo. Esta é a primeira fase do projeto do governo que, em um segundo momento, deve criar um imposto sobre valor agregado (IVA) nacional incluindo tributos estaduais e municipais como ICMS, ISS e IPI.