Ministério lança o Plano Nacional de Energia 2050

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O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, participa de audiência pública na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado.

São Paulo – O Ministério de Minas e Energia (MME) lançou o Plano Nacional de Energia 2050 (PNE), que estabelece diretrizes para o planejamento de longo prazo do setor de energia e que estava paralisado desde a publicação do PNE 2030, em 2007. A consulta pública para elaboração do PNE recebeu 66 contribuições.

“O PNE permite a construção de consensos para avaliar impactos de futuros investimentos. Os estudos mostram que o país tem uma abundância de fontes de energia. Temos a grande oportunidade de nos tornarmos exportadores líquidos de energia, temos uma abundância de recursos renováveis e limpos”, disse o ministro Bento Albuquerque.

O documento foi elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) a partir de diretrizes do MME e, oportunamente, será levado a apreciação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), disse o MME.

O plano prevê como o país vai se planejar para chegar ao crescimento previsto para os próximos 30 anos, que prevê um consumo energético de 15 milhões de toneladas equivalentes de petróleo, superando em 60% a demanda total do período, com boa parte dos recursos acessíveis de fonte renovável.

O planejamento prevê, as expansões da oferta e do consumo de energia com a manutenção dos indicadores de renováveis, entre 45 e 50%, na matriz energética, e entre 80 e 85%, na matriz de geração elétrica.

Entre as principais diretrizes anunciadas no plano estão manter o setor elétrico renovável, desenvolver soluções de baixo carbono para transição energética, limitar as emissões do parque termelétrico a carvão ao patamar atual, promover a recuperação energética de resíduos sólidos urbanos,identificar oportunidades de integração energética regional, aproveitar recursos do petróleo com a ampliação da exportação, eletrificar os transportes, fortalecer a bioenergia e a biotecnologia e viabilizar a energia nuclear.

PLANEJAMENTO ENERGÉTICO

Segundo a EPE, no plano de 2007, as fontes solar e eólica eram minoritárias e atualmente, têm uma participação relevante.

“O importante é que se entenda é que o plano nacional de energia de 30 anos é uma referência e faz parte de um processo cíclico. O plano anterior não previa a inclusão de algumas fontes, por exemplo”, disse Albuquerque.

Na segunda-feira (14), a EPE abriu consulta pública para o Plano Decenal de Energia, por 30 dias, que é realizado para planejar os investimentos do setor elétrico para os próximos dez anos. Segundo o órgão, o PDE é influenciado pelo crescimento econômico do país.

“O PDE é construído a partir de perspectivas para os próximos dez anos. Já o PNE permite antecipar tendências e evitar investimentos em tecnologias obsoletas”, disse Thiago Barral, presidente da EPE.