Ministério da Saúde afrouxa regras de distanciamento social

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Imagem microscópica do coronavírus
Imagem microscópica do coronavírus causador da covid-19. (Foto: Hannah A Bullock e Azaibi Tamin/CDC)

São Paulo – O Ministério da Saúde publicou ontem um boletim em que define critérios para a adoção do distanciamento social, recomendando que nas cidades onde menos de 50% dos leitos de UTI estejam ocupados seja “seletivo”. Sob o distanciamento seletivo, apenas os grupos cuja saúde pode ser mais ameaçada pelo novo coronavírus – causador da Covid-19 -, devem ficar isolados.

Estes grupos seriam idosos e pessoas com doenças crônicas (diabetes e cardiopatias) ou condições de risco como obesidade e gestação de risco. “Pessoas abaixo de 60 anos podem circular livremente, se estiverem assintomáticos”, diz o documento.

“A partir de 13 de abril, os municípios, Distrito Federal e estados que implementaram medidas de Distanciamento Social Ampliado (DSA), onde o número de casos confirmados não tenha impactado em mais de 50% da capacidade instalada existente antes da pandemia, devem iniciar a transição para Distanciamento Social Seletivo (DSS)”, diz o Ministério.

“Os locais que apresentarem coeficiente de incidência 50% superior à estimativa nacional devem manter essas medidas até que o suprimento de equipamentos (leitos, EPI, respiradores e testes laboratoriais) e equipes de saúde estejam disponíveis em quantitativo suficiente”, acrescentou.

O coeficiente de incidência nacional mencionado pelo Ministério é de 4,3 casos por 100.000 habitantes. Em algumas regiões este índice é muito maior em particular no Distrito Federal (13,2/100 mil) e nos Estados de São Paulo (9,7/100 mil), Ceará (6,8/100 mil), Rio de Janeiro e Amazonas (6,2/100 mil).

“Nesses locais, a fase da epidemia pode estar na transição para fase de aceleração descontrolada”, disse o Ministério da Saúde, que também reconheceu no mesmo documento que as estratégias de distanciamento social adotadas pelos estados e municípios, contribuem para evitar o colapso dos sistemas locais de saúde, como vem sendo observado em países desenvolvidos como Estados Unidos, Itália, Espanha, China e recentemente no Equador.