Metade dos beneficiários pode receber auxílio emergencial de novo, diz Guedes

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O ministro da economia, Paulo Guedes, fala à imprensa. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

São Paulo – Se o governo retomar o pagamento do novo auxílio emergencial, o dinheiro pode ser distribuído para cerca de metade dos antigos beneficiários do programa, visto que o restante deles estará amparado por programas sociais previstos no orçamento, como o Bolsa Família, afirmou o ministro da Economia, Paulo Guedes, ontem à noite.

“Em vez de 64 milhões pode ser metade disso, porque a outra metade volta para os programas sociais já existentes”, disse o ministro durante um pronunciamento com o presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Guedes reiterou que o auxílio emergencial pode ser retomado desde que haja medidas compensatórias que evitem o aumento da dívida pública. “Você tem agora cláusulas de calamidade pública. Se queremos apertar o botão, apertamos o botão de calamidade pública. Podemos atender algumas coisas travando outras”, disse o ministro.

“Se o Congresso aciona o estado de emergência ou de calamidade pública, com toda experiência que temos, temos todas as condições de reagir à crise. É muito importante que seja dentro de um quadro de recuperação das finanças”, disse o ministro, acrescentando em um ponto posterior de sua fala que o objetivo do governo e do Congresso é “manter a garantia da estabilidade fiscal”.