Mercedes-Benz amplia paralisação de montadoras no País

A empresa irá interromper a produção de duas fábricas no Brasil em função da pandemia, se juntando à Volkswagen, Volvo e Scania

São Paulo - Pátio de montadora em São Bernardo do Campo

São Paulo – A Mercedes-Benz do Brasil informou que irá interromper as atividades produtivas das fábricas de caminhões, em São Bernardo do Campo, em São Paulo, e Juiz de Fora, em Minas Gerais, de 26 de março a 5 de abril, devido ao agravamento da pandemia no País. A empresa disse ter alinhado com sindicatos de metalúrgicos.

A rede de concessionários e oficinas permanecerão em funcionamento, com exceção das localizadas em estados ou cidades em que há orientação do poder público de interrupção das atividades e os colaboradores administrativos, continuarão trabalhando remotamente. Ao todo, a Companhia emprega cerca de 10 mil profissionais no Brasil.

A empresa afirma que desde o início da pandemia de covid-19, há mais de um ano, tem adaptado suas fábricas e rede de concessionários para atender a todos os protocolos da Organização Mundial da Saúde (OMS) sem realizar paralisações.

No entanto, em dezembro do ano passado, a empresa já tinha parado de produzir veículos leves no Brasil.

Caso as medidas restritivas continuem valendo a partir de 5 de abril, a empresa disse que concederá férias coletivas para grupos alternados de funcionários produtivos de acordo com o planejamento das fábricas, tendo um grupo de produção menor para manter os protocolos de distanciamento, mas continuando a atender clientes com produtos e serviços.

OUTRAS PARALISAÇÕES

Ontem, a Scania e a Volvo também anunciaram paralisações. A primeira disse que a fábrica de São Bernado do Campo fará uma parada de 26 de março a 4 de abril, devido à pandemia e dificuldades na estabilidade da cadeia de suprimento, assim como a Volvo, que anunciou a parada da fábrica de Curitiba, no Paraná, a partir de hoje até o fim de março, pelos mesmos motivos.

Segundo a Volvo, a medida atinge aproximadamente dois mil funcionários do total de 3,7 mil pessoas que trabalham na unidade na capital paranaense, mas “parte” do efetivo será mantido em atividade, incluindo a produção de ônibus e uma parte da linha de caminhões, assim como a distribuição de peças a concessionárias, informou, em nota.

Em 19 de março, a Volkswagen informou a suspensão da produção das fábricas de São Bernardo do Campo, Taubaté, São Carlos, em São Paulo, e São José dos Pinhais, no Paraná, de 24 de março até 4 de abril, devido ao agravamento da pandemia.