Mercado prevê melhora do PIB em 2020, diz Focus

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Edifício-sede do Banco Central em Brasília. (Foto: Divulgação/BC)

São Paulo – Os economistas ouvidos pelo Banco Central continuam com expectativa de melhora em relação ao resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do país ao fim deste ano. O mercado projeta retração de 5,05% da economia brasileira, de -5,11% na antes, na segunda semana seguida de melhora. Há um mês, a previsão era de queda de 5,46%, segundo o relatório de mercado Focus, do Banco Central.

Para os demais anos, o mercado financeiro manteve as estimativas e prevê uma arrancada da atividade econômica, com previsão de alta do PIB em 2021 a 3,50% pela décima sétima semana seguida. Ao passo que as projeções de crescimento de 2,50% em 2022 e em 2023, cada, seguem inalteradas há 126 e há 81 semanas, respectivamente.

Outro destaque no documento do BC foi a inflação, no qual o mercado prevê alta do Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano, passando de 1,94% para 1,99%, na sexta alta seguida. Já para os demais anos, as estimativas de alta foram mantidas, sendo para 2021 em 3,01%, de 3,00% há um mês. 

Enquanto as projeções para 2022 seguiu em +3,50%, há 60 semanas, e em +3,25% em 2023 pela décima vez. Para os próximos 12 meses, a projeção oscilou de 3,14% para 3,17%, na segunda alta seguida, de 3,02% quatro semanas atrás.

Em relação à Selic, os economistas mantiveram a previsão para a taxa básica de juros neste ano em 2,00%, pela décima segunda semana consecutiva, o que indica manutenção da Selic até dezembro. Para 2021, a estimativa seguiu em 2,50%, de 3,00% quatro semanas atrás. Enquanto para 2022, a projeção foi mantida em 4,50% pela quarta vez, de 4,50% há um mês. Já para 2023, o mercado financeiro revisou para cima a estimativa para a Selic, de 5,50% para 5,63%, de 6,00% há um mês.

As previsões para a taxa de câmbio também foram mantidas, ficando em R$ 5,25 ao fim deste ano pela terceira semana, enquanto para 2021, a cotação do dólar em relação ao real foi mantida em R$ 5,00 pela décima vez. Para 2022, o mercado seguiu com a previsão de alta do dólar a R$ 4,90 pela terceira vez seguida. Por fim, em 2023, a projeção para o câmbio ficou em R$ 4,90, de R$ 4,85 há um mês, ainda conforme o relatório Focus do Banco Central.

BALANÇA COMERCIAL 

Os economistas consultados pelo Banco Central elevaram a previsão de superávit da balança comercial brasileira em 2020 de US$ 55,15 bilhões para US$ 55,30 bilhões, na segunda revisão seguida. Para 2021, a estimativa caiu, de US$ 53,40 bilhões para US$ 52,75 bilhões, enquanto para 2022 recuou de US$ 50 bilhões para US$ 43,42 bilhões, ficando abaixo do nível de quatro semanas antes. Já para 2023, a previsão do saldo comercial positivo caiu de US$ 49,35 bilhões para US$ 41,00 bilhões, após três altas consecutivas.

Em relação à conta corrente, a estimativa de déficit para 2020 passou de -US$ 7,50 bilhões para -US$ 6,81 bilhões, na segunda revisão seguida; para 2021 foi de -US$ 15,10 bilhões para -US$ 15,21 bilhões, enquanto para 2022 oscilou de -US$ 25,10 bilhões para -US$ 25,20 bilhões. Já para 2023, a previsão de déficit das transações correntes passou de -US$ 35,85 bilhões para -US$ 39,70 bilhões.

Por fim, em relação ao Investimento Direto no País (IDP), a projeção para 2020 caiu de US$ 55 bilhões para US$ 53,76, após três semanas seguidas de estabilidade, e subiu de US$ 66,48 bilhões para US$ 67 bilhões em 2021, na terceira alta consecutiva. Já para 2022, a previsão de IDP caiu de US$ 80 bilhões para US$ 78,50 bilhões, enquanto para 2023 subiu de US$ 75 bilhões para US$ 77,50 bilhões, após 11 semanas seguidas de estabilidade.