Mercado eleva previsão para inflação em 2020 pela 15ª vez

Foto: Sergio Roberto Bichara / freeimages.com

São Paulo – Os economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) elevaram a previsão de alta do Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano pela décima quinta semana seguida, passando de +3,25% para +3,45%, de +2,99% há um mês, segundo o relatório de mercado Focus, do BC.

Para 2021, a estimativa subiu pela quinta vez, indo de 3,22% para 3,40%, enquanto para 2022 e 2023, as projeções foram mantidas, em +3,50% e +3,25%, respectivamente, há 69 e 19 semanas. Já a previsão para os próximos 12 meses acelerou de 3,56% para 3,80%, de 3,56% quatro semanas antes.

Outro destaque do Focus foi a previsão para a taxa de câmbio ao fim deste ano, revisada para baixo pela segunda vez, passando de R$ 5,41 para R$ 5,38, de R$ 5,40 há um mês. Enquanto para 2021 e 2022, as projeções foram mantidas em R$ 5,20 e em R$ 5,00, respectivamente, pela quarta semana consecutiva. Já para 2023, a cotação do dólar em relação ao real subiu de R$ 4,88 para R$ 4,94, de R$ 4,90 há um mês.

Em relação à economia, o mercado financeiro segue com a previsão de queda do Produto Interno Bruto (PIB) do país, porém, melhorou a expectativa pela terceira semana seguida, passando de -4,66% para -4,55%. Há um mês, a previsão era de queda de 4,81%. Para 2021, a previsão de crescimento econômico subiu de 3,31% para 3,40%, de 3,42% quatro semanas antes. Já para os anos seguintes, a previsão foi mantida, sendo em 2,50% para 2022 e 2023, pelas 135 e há 90 semanas, respectivamente.

Por fim, os economistas mantiveram a previsão para a taxa básica de juros (Selic) neste ano em 2,00%, pela vigésima primeira vez, o que indica manutenção do nível atual até dezembro. Já em 2021, a projeção subiu para 3,00%, após três semanas estável em 2,75%. Para 2022 e 2023, as projeções seguiram em 4,50% e em 6,00%, respectivamente, pela décima terceira e quarta vez.

BALANÇA COMERCIAL

Os economistas consultados pelo Banco Central reduziram a previsão para o ingresso de recursos externos neste ano, no âmbito do Investimento Direto no País (IDP), com a projeção para 2020 caindo de US$ 50 bilhões para US$ 45 bilhões. Para 2021 e 2022, a estimativa referente ao aporte de capital estrangeiro no setor produtivo seguiu em US$ 60 bilhões e em US$ 70 bilhões, enquanto para 2023 subiu de US$ 75 bilhões para US$ 77,50 bilhões.

Em relação à balança comercial brasileira, a previsão de superávit em 2020 seguiu em US$ 57,73 bilhões, ainda segundo o BC. Para os demais anos, as estimativas de saldo positivo também permaneceram estáveis, sendo US$ 55,10 bilhões para 2021, US$ 49 bilhões para 2022 e US$ 41,25 bilhões para 2023.

Em relação ao saldo da conta corrente, a previsão para 2020 passou de déficit de US$ 3,60 bilhões para -US$ 3,80 bilhões; para 2021 foi de -US$ 17,75 bilhões para -US$ 18,50 bilhões, enquanto para 2022 passou de -US$ 26,00 bilhões para -US$ 25,50 bilhões, e para 2023, de -US$ 32,10 bilhões para -US$ 32,00 bilhões.