Mercado eleva previsão para inflação em 2020 pela 12ª vez, diz Focus

156

São Paulo – Os economistas ouvidos pelo Banco Central elevaram a previsão de alta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano pela décima segunda semana consecutiva, passando de +2,99% para +3,02%, de +2,12% há um mês. Para 2021, a estimativa também subiu, indo de 3,10% para 3,11%, enquanto para 2022 e 2023, as projeções foram mantidas, em +3,50% e +3,25%, respectivamente, há 66 e 16 semanas. Já a previsão para os próximos 12 meses, caiu de 3,56% para 3,52%.

Em relação à economia, o mercado financeiro manteve a previsão de queda do Produto Interno Bruto (PIB) do país neste ano em 4,81%. Há um mês, a previsão era de queda de 5,02%, segundo o relatório de mercado Focus, do BC. A previsão de crescimento econômico em 2021 caiu pela terceira vez seguida, de 3,42% para 3,34%, de 3,50% quatro semanas atrás, ao passo que as projeções de expansão de 2,50% em 2022 e em 2023, cada, seguem inalteradas há 132 e há 87 semanas, respectivamente.

Outro destaque no documento do BC ficou com as previsões para a taxa de câmbio, com estimativa de alta do dólar pela quarta semana seguida, indo de R$ 5,40 para R$ 5,45 ao fim de 2020, de R$ 5,25 quatro semanas antes; enquanto para 2021, a previsão seguiu em R$ 5,20, de R$ 5,00 há um mês.

Já para 2022, a estimativa para a cotação do dólar em relação ao real subiu de R$ 4,90 para R$ 5,00, ao passo que para 2023, passou de R$ 4,90 para R$ 4,94, de R$ 4,80 quatro semanas atrás.

Por fim, os economistas mantiveram a previsão para a taxa básica de juros (Selic) neste ano em 2,00%, pela décima oitava semana consecutiva, o que indica manutenção do nível atual até dezembro. Para os demais anos, as previsões seguiram inalteradas, ficando em 2,75% para 2021, 4,50% ao fim de 2022 pela décima vez, enquanto se manteve em 6,00% em 2023.

BALANÇA COMERCIAL

Os analistas consultados pelo Banco Central elevaram a previsão de superávit da balança comercial brasileira em 2020 pela terceira vez seguida, de US$ 58,00 bilhões para US$ 58,70 bilhões. Para 2021, a estimativa de saldo positivo de US$ 55,00 bilhões foi mantida pela quarta vez, enquanto para 2022 caiu de US$ 49,00 bilhões para US$ 48,00 bilhões, na segunda revisão seguida. Já para 2023, subiu de US$ 37,50 bilhões para US$ 41,25 bilhões.

Em relação ao saldo da conta corrente, a previsão para 2020 ficou em -US$ 3,80 bilhões, enquanto para 2021 passou de déficit de US$ 17,00 bilhões para -US$ 18,50 bilhões. Para 2022 subiu de -US$ 26,35 bilhões para -US$ 26,00 bilhões, ao passo que para 2023, a previsão de déficit das transações correntes oscilou de -US$ 32,19 bilhões para -US$ 32,10 bilhões.

Por fim, em relação ao Investimento Direto no País (IDP), houve alteração novamente apenas na projeção para 2022, que subiu de US$ 70,00 bilhões para US$ 71,00 bilhões. Para os demais anos, a projeção foi mantida, sendo saldo positivo de US$ 50 bilhões em 2020, pela terceira semana; US$ 65,00 bilhões em 2021 e US$ 75,00 bilhões em 2023 – esses dois últimos pela quarta semana seguida.