MERCADO AGORA: Veja um sumário negócios até o momento

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São Paulo – O Ibovespa acelerou ganhos acompanhando o movimento de Wall Street, com Bolsas tentando uma recuperação após a forte aversão ao risco na última sexta-feira e em meio a indicadores melhores do que o esperado nos Estados Unidos. No entanto, o índice pode continuar mostrando volatilidade, já que os casos de coronavírus seguem crescendo em várias regiões e trazem incerteza sobre a retomada econômica.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 0,77%, aos 94.560,04 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 10,2 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em agosto de 2020 apresentava avanço de 1,34%, aos 94.720 pontos.

Há pouco, foi divulgado que as vendas pendentes de imóveis residenciais nos Estados Unidos subiram 44,3% em maio ante abril, mais do que o dobro da alta prevista por analistas, que era de 15%. Após os números, as Bolsas norte-americanas aceleraram ganhos.

O sócio da Criteria Investimentos, Vitor Miziara, também destaca que na última sexta-feira o movimento de aversão ao risco foi forte, sendo natural alguma recuperação na ausência de novidades negativas e expectativas por uma vacina contra o coronavírus. No entanto, alerta que as notícias ainda são ruins em relação à pandemia.

“O número de casos e hospitalizações continuam crescendo em alguns estados norte-americanos e Pequim isolou mais áreas. Os casos de coronavírus devem continuar impactando os mercados e trazendo preocupação sobre um possível segundo lockdown”, afirmou.

Segundo a universidade norte-americana Johns Hopkins, além do número de casos de covid-19 ter superado os 10 milhões no mundo, o número de mortos ultrapassou os 500 mil. Os Estados Unidos seguem com o maior número de casos e mostrando recordes em alguns estados, em seguida, aparece o Brasil.

O dólar comercial opera com viés de alta frente ao real, depois de cair abaixo de R$ 5,40, mas exibe forte volatilidade em mais uma sessão. Apesar de tentar uma correção no mercado doméstico após perdas recentes, a disputa pela formação de preço da taxa Ptax de fim de mês e a desvalorização das principais moedas de países emergentes limitam o cenário de ganhos da moeda local.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 0,09%, sendo negociado a R$ 5,4580 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em julho de 2020 apresentava recuo de 0,53%, cotado a R$ 5,455.

O consultor de câmbio da corretora Advanced, Alessadro Faganello, ressalta que a semana que marca o fim do segundo trimestre e do primeiro semestre tende a seguir volátil com a “guerra” de formação da taxa da Ptax – média das cotações apuradas pelo Banco Central (BC) – entre hoje e amanhã.

“Os mercados seguem sensíveis buscando equacionar os dados de melhora econômica e de novas infecções por coronavírus. Esse avanço traz instabilidade e receios de que uma segunda onda de contágios torne a recuperação econômica global cada vez mais lenta”, avalia.

As taxas dos contratos de juros futuros (DIs) seguem oscilando entre margens estreitas e sem um rumo definido, alternando altas e baixas, acompanhando o vaivém dos demais mercados. Os investidores mostram-se divididos entre o impacto na retomada econômica de uma eventual segunda onda de contágio de coronavírus e os estímulos monetários lançados pelos bancos centrais, que injetam liquidez no sistema financeiro.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2021 tinha taxa de 2,075%, de 2,075% após o ajuste anterior, na última sexta-feira; o DI para janeiro de 2022 estava em 2,97%, de 2,97% no ajuste ao final da semana passada; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 4,12%, de 4,13%, na mesma comparação; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 5,82%, nivelado ao ajuste.