MERCADO AGORA: Veja um sumário dos negócios até o momento

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Foto: Myles Davidson / freeimages.com

São Paulo – O Ibovespa oscila entre leves altas e quedas, embora predominantemente no campo positivo nesta manhã, com investidores cautelosos à espera por avanços nas negociações em torno de um pacote de estímulos econômicos nos Estados Unidos e de novo debate entre o presidente Donald Trump e o candidato democrata Joe Biden, que ocorrerá hoje à noite. Na cena doméstica, o foco está na temporada de balanços, com papéis como os de bancos subindo na expectativa de resultados positivos.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 0,96%, aos 101.524,43 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 12,7 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em dezembro de 2020 apresentava avanço de 1,01%, aos 101.725 pontos.

“O dia está bastante parecido com o de ontem, temos mais indefinições do que definições sobre o pacote dos Estados Unidos e as eleições norte-americanas, além de aumento de casos de covid-19 na Europa. O mercado ainda está um pouco receoso apesar de novas conversas entre Pelosi e Mnuchin estarem previstas para hoje”, disse o estrategista da Genial Investimentos, Filipe Villegas, em live.

Investidores seguem monitorando novidades em mais uma rodada de conversas que deve ocorrer hoje entre a presidente da Câmara dos Deputados norte-americana, a democrata Nancy Pelosi, e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, no âmbito do pacote de estímulos fiscais.

Ontem, Pelosi se mostrou mais otimista sobre um acordo após conversar com Mnuchin, embora ainda existam diferenças, o que faz o prazo ficar cada vez mais curto para uma aprovação antes das eleições presidenciais do dia 3 de novembro. Os republicanos também tentaram melhorar a sua forte, com um pacote de US$ 1,9 trilhão.

O debate de hoje à noite entre Donald Trump e Joe Biden é outro evento que está no foco, com o mercado de olho na possibilidade de Trump reduzir a desvantagem apontada pelas principais pesquisas de intenção de voto. Ainda nos Estados Unidos, foram divulgados dados de seguro-desemprego, que vieram melhores do que o esperado pelo mercado.

No Brasil, sem grandes novidades na cena política, o foco deve ficar na temporada de balanços e notícias corporativas. Os papéis de bancos, por exemplo, seguem mantendo o tom positivo dos últimos pregões, com vários analistas apontando uma melhora dos resultados trimestrais que serão divulgados.

Entre as maiores altas do Ibovespa no momento estão as ações do Santander (SANB11 2,43%) e do Bradesco (BBDC4 1,65%). Ao lado dos bancos, entre as maiores altas, estão as ações da WEG (WEGE3 3,73%), que já divulgou um balanço positivo esta semana, e da Petro Rio (PRIO3 2,92%).

O dólar comercial firmou queda frente ao real após oscilar forte na abertura dos negócios atento ao exterior onde investidores aguardam novidades sobre as negociações em torno de um novo pacote de estímulos fiscais nos Estados Unidos, na expectativa por um desfecho antes das eleições presidenciais, em 3 de novembro.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 0,67%, sendo negociado a R$ 5,5780 na venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em novembro de 2020 apresentava recuo de 0,57%, cotado a R$ 5,579.

O consultor de câmbio da corretora Advanced, Alessandro Faganello, destaca a volatilidade no início dos negócios “reverberando algum ruído” em relação às tratativas entre a Casa Branca e democratas em torno de um pacote de estímulo para a economia norte-americana.

“Um otimismo cauteloso toma conta do ambiente de negócios. A presidente da Câmara dos Representantes [a democrata Nancy Pelosi] disse que os negociadores estão chegando mais próximos de um acordo mantendo o radar ligado para as próximas horas”, reforça.

O viés de cautela segue não apenas com o impasse para a aprovação do novo pacote de estímulos, como investidores aguardam pelo último debate entre o presidente norte-americano, Donald Trump, que tenta a reeleição, e Joe Biden na corrida eleitoral. “Aparentemente, Biden leva pequena vantagem sobre Trump nas pesquisas de intenção de votos”, acrescenta o analista da corretora Mirae Asset, Pedro Galdi.

Galdi reforça que lá fora, o mercado segue preocupado com a segunda onda de contaminação do novo coronavírus nos principais países e em meio à adoção de novas regras de distanciamento social para conter a doença.

As taxas dos contratos de juros futuros (DIs) seguem em alta, na contramão do sinal negativo exibido pelo dólar e apesar da tentativa de melhora do apetite por risco nas bolsas. O movimento da curva a termo local reflete a oferta menor de títulos públicos feita pelo Tesouro Nacional em leilão hoje, o que não ofusca as dificuldades de rolagem da dívida por causa das preocupações fiscais.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2022 tinha taxa de 3,24%, de 3,25% do ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 4,61%, de 4,58% após o ajuste ontem; o DI para janeiro de 2025 estava em 6,43%, de 6,37%; e o DI para janeiro de 2027 tinha taxa de 7,36%, de 7,28%, na mesma comparação.