MERCADO AGORA: Veja um sumário dos negócios até o momento

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Foto: Myles Davidson / freeimages.com

São Paulo – O Ibovespa acelerou ganhos nesta manhã após a abertura positiva de Bolsas norte-americanas e amparado pela alta de ações como as da Petrobras, o que faz o índice voltar aos 99 mil pontos e atingir o maior nível intraday desde o dia 18 de setembro (100.101,91 pontos). No entanto, o vencimento de opções sobre o Ibovespa hoje pode seguir trazendo volatilidade, com a briga entre comprados e vendidos.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 0,41%, aos 98.914,86 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 12,5 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em outubro de 2020 apresentava avanço de 0,83%, aos 98.910 pontos.

“Hoje tem vencimento de opções sobre o índice e isso traz volatilidade, o Ibovespa pode tentar chegar nos 100 mil pontos, a briga entre investidores está principalmente em torno desse patamar”, disse o economista-chefe da Codepe Corretora, José Costa.

No exterior, as Bolsas norte-americanas abriram em leve alta, mas passaram a cair há pouco. Investidores avaliam balanços corporativos e a ausência de avanços nas negociações em torno do pacote de ajuda fiscal, com receio de que ele possa ficar para depois das eleições presidenciais.

Na cena doméstica, não há grandes novidades e alguns papéis como os da Petrobras (PETR3 1,49%; PETR4 0,84%), que têm grande peso no índice ganham força acompanhando a alta dos preços do petróleo.

As maiores altas do Ibovespa no momento são da Qualicorp (QUAL3 5,43%), da BRF (BRFS3 4,47%) e da Rumo (RAIL3 3,56%). Na contramão, as maiores quedas são da Natura (NTCO3 -1,28%), da Hering (HGTX3 -1,33%) e da B2W (BTOW3 -1,25%), que devolvem altas de ontem.

Após oscilar na estabilidade, sem direção única, o dólar comercial volta a exibir queda frente ao real com investidores atentos ao exterior onde a moeda norte-americana perde terreno em dia esvaziado de notícias, atentos ao noticiário em torno do novo coronavírus, em meio à alta no número de casos confirmados na Europa, o que leva países a adotarem novas medidas de isolamento social. Além disso, o mercado segue atento aos desdobramentos em relação ao novo pacote de estímulo fiscal norte-americano.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava ligeira queda de 0,03%, sendo negociado a R$ 5,5790 na venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em novembro de 2020 apresentava avanço de 0,11%, cotado a R$ 5,581.

Para o consultor de câmbio da corretora Advanced, Alessandro Faganello, o ambiente de negócios segue volátil, destacando que as negociações entre democratas e republicanos para a aprovação de um pacote de apoio para a economia do país seguem travadas.

“No mais, continua o monitoramento sobre os casos de coronavírus na Europa, com alguns países aumentando as restrições [de isolamento social] às vésperas da chegada do inverno na região”, diz. Nos últimos dias, países da Europa estão superando os Estados Unidos no registro de casos confirmados de covid-19.

As taxas dos contratos de juros futuros (DIs) seguem com leves baixas, ampliando o movimento de retirada de prêmios visto ontem, ainda na esteira das medidas anunciadas pelo Banco Central e o Tesouro Nacional ao final da semana passada sobre as condições de financiamento da dívida pública. Os dados do setor de serviços têm pouco impacto na curva a termo.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2022 tinha taxa de 3,17%, de 3,23% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 4,52%, de 4,60% após o ajuste ontem; o DI para janeiro de 2025 estava em 6,37%, de 6,43%; e o DI para janeiro de 2027 tinha taxa de 7,31%, de 7,38%, na mesma comparação.