MERCADO AGORA: Veja um sumário dos negócios até o momento

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Foto: Paul Pasieczny / freeimages.com

São Paulo – Após chegar a subir mais de 1% seguindo Bolsas no exterior, o Ibovespa perdeu força e passou a operar em queda há pouco, em meio a falas do ministro da Economia, Paulo Guedes, e líderes, que se reuniram com o presidente Jair Bolsonaro.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava queda de 0,78%, aos 96.236,68 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 13,0 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em outubro de 2020 apresentava recuo de 0,82%, aos 96.245 pontos.

Segundo o líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros, ainda não há acordo sobre a reforma tributária, decepcionando investidores. Um dos impasses tem sido a criação de um novo imposto nos moldes da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o que pode encontrar resistência no Congresso.

Já sobre o programa que deve substituir o Bolsa Família, o Renda Cidadã, houve consenso, e a previsão é que ele seja financiado por recursos do Fundeb e de precatórios. No entanto, segue o receio de aumento de gastos por parte do governo, o que alimenta a volatilidade da Bolsa.

Após exibir queda firme na abertura dos negócios, o dólar comercial virou o sinal e exibe alta firme frente ao real, superando os R$ 5,60 acompanhando o exterior onde as moedas de países emergentes passaram a se desvalorizar ante a moeda norte-americana, enquanto fatores técnicos locais corroboram para o viés de alta.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava alta de 1,70%, sendo negociado a R$ 5,6510 na venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em outubro de 2020 apresentava avanço de 1,52%, cotado a R$ 5,648.

O diretor superintendente de câmbio da Correparti, Jefferson Rugik, destaca que a moeda local acompanha o exterior onde o dólar passou a ganhar valor sobre as moedas emergentes, que também viraram o sinal. Mas sinaliza que há fatores técnicos no mercado doméstico.

“O dólar futuro está abaixo do dólar à vista, o que indica alguma falta de liquidez no mercado”, comenta. Ele acrescenta que um leilão de linha – operação de venda de dólar com compromisso de recompra – do Banco Central (BC) seria “bem-vindo”.

O analista da corretora Mirae Asset, Pedro Galdi, acrescenta que também há uma expectativa com o início dos debates entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o candidato Joe Biden na corrida presidencial. “A expectativa é que o mercado passe a incorporar o sobe e desce das pesquisas [eleitorais], o que representa uma maior volatilidade ao longo de outubro”, reforça.

As taxas dos contratos de juros futuros (DIs) apagaram o sinal negativo exibido logo na abertura do pregão e passaram a ensaiar alta. O movimento da curva a termo local acompanhou a mudança de sinal, para o positivo, do dólar, evidenciando a volatilidade esperada para o dia, antes de uma agenda nacional de peso na semana.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2022 tinha taxa de 3,00%, de 2,85% no ajuste anterior, ao final da semana passada; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 4,48%, de 4,23% após o ajuste na última sexta-feira; o DI para janeiro de 2025 estava em 6,49%, de 6,22%; e o DI para janeiro de 2027 tinha taxa de 7,48%, de 7,21%, na mesma comparação.