MERCADO AGORA: Veja um sumário dos negócios até o momento

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Foto: Svilen Milev / freeimages.com

São Paulo – O Ibovespa aprofundou perdas acompanhando o movimento das Bolsas norte-americanas, que mostram maior volatilidade em dia de vencimento de uma série de contratos futuros, além de acompanhar a maior preocupação com o aumento de casos de coronavírus na Europa.

Entre as ações, as de bancos, que têm grande peso para o índice, aprofundaram perdas, e papéis que subiam mais cedo, como os da Vale, siderúrgicas e frigoríficos também começaram a perder força.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava queda de 1,30%, aos 98.790,24 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 12,9 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em outubro de 2020 apresentava recuo de 1,38%, aos 98.815 pontos.

“Não há muitas novidades hoje, mas os casos de coronavírus estão voltando a aumentar em algumas regiões da Europa que reduziram restrições sociais, caso da França, e a volatilidade está voltando para os mercados com a proximidade das eleições presidenciais norte-americanas”, disse o sócio da Criteria Investimentos, Vitor Miziara.

Os casos de coronavírus continuam avançando na Europa, em especial na França e Espanha. Algumas regiões já falam em retorno ao confinamento, caso de Madri. Em todo o mundo, os casos superaram mais de 30 milhões, com 946 mil mortos, de acordo com a Universidade Jonhs Hopkins.

Já o economista-chefe do banco digital Modalmais, Alvaro Bandeira, lembra que hoje é dia de vencimento quádruplo em Nova York, com vencimento de uma série de contratos de futuros de ações e opções, evento conhecido como “quadruple witching”, “o que deixa mercado sujeito a grande volatilidade”.

As maiores quedas do Ibovespa no momento são da Cielo (CIEL3 -5,48%), da Usiminas (USIM5 -4,02%) e da Energisa (ENGI11 -3,84%).

O dólar comercial acelerou os ganhos frente ao real e sobe mais de 1%, acima de R$ 5,30, em movimento técnico local em meio à uma forte saída de dólares do país. Enquanto lá fora, as moedas de países emergentes têm sessão negativa ante a divisa norte-americana.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava alta de 1,72%, sendo negociado a R$ 5,3220 na venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em outubro de 2020 apresentava avanço de 1,54%, cotado a R$ 5,321.

“Hoje está tendo uma saída forte de recurso estrangeiro e com a agenda de indicadores e eventos esvaziada, está provocando essa pressão na moeda no mercado doméstico”, comenta o diretor superintendente de câmbio da Correparti, Jefferson Rugik.

Mais cedo, o Banco Central (BC) realizou o leilão de venda de dólar com compromisso de recompra, conhecido como leilão de linha, no qual colocou no mercado o total ofertado de US$ 4,150 bilhões. Mas a operação “não fez preço”, acrescenta Ruigk.

No exterior, a sessão é negativa para as moedas de países emergentes que se desvalorizam ante o dólar. Para o trader de mesa de câmbio da Travelex Bank, Pedro Molizani, a indefinição de um sinal claro lá fora, dado a ausência de anúncios de novos estímulos por parte dos bancos centrais ao comunicarem a decisão de política monetária nesta semana, deixa os ativos globais “à mercê de uma agenda de eventos fraca”.

Diante disso, ele acredita que o cenário externo sem “um norte definido” não abre espaço para “grande otimismo” no mercado doméstico ao longo da sessão.

As taxas dos contratos de juros futuros seguem em alta, mantendo o ritmo de recolocação de prêmios, acompanhando os ganhos acelerados do dólar, que já sobe mais de 1% e se aproxima da faixa de R$ 5,30. Os investidores promovem ajustes nos DIs, ainda absorvendo a mensagem dos bancos centrais nesta semana, após uma série de reuniões de política monetária entre ontem e quarta-feira.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2022 tinha taxa de 2,90%, de 2,82% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 4,31%, de 4,14% após o ajuste ontem; o DI para janeiro de 2025 estava em 6,24%, de 6,02%; e o DI para janeiro de 2027 tinha taxa de 7,23%, de 7,01%, na mesma comparação.