MERCADO AGORA: Veja um sumário dos negócios até o momento

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São Paulo – O Ibovespa segue em alta nesta manhã acompanhando a recuperação dos mercados acionários no exterior, com uma pausa na correção de ações de grandes empresas de tecnologia norte-americanas. No entanto, investidores seguem atentos a notícias sobre a suspensão nos testes da vacina da AstraZeneca e da Universidade de Oxford contra o coronavírus e digerem dados de inflação no Brasil.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 0,63%, aos 100.688,64 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 12,9 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em outubro de 2020 apresentava avanço de 0,74%, aos 100.850 pontos.

“Não temos notícias positivas, mas lá fora está recuperando depois de três dias de fortes quedas. O Nasdaq ontem foi a principal queda, puxou o mercado para baixo e, nos últimos três dias, já caiu 15%, com um grande ‘sell-off’ de empresas de tecnologia”, disse o sócio da Criteria Investimentos, Vitor Miziara.

O setor de tecnologia vinha de uma sequência de altas e levando índices norte-americanos a superarem máximas históricas, o que levou à correção nos últimos pregões. No entanto, ainda há dúvidas se o movimento foi pontual ou se podem ocorrer novas correções.

Os investidores também avaliam os tropeços em se obter uma vacina contra o coronavírus, depois que a AstraZeneca disse ontem que interrompeu os testes clínicos na sua vacina em parceria com a Universidade de Oxford, após um participante ter uma doença inexplicada. A vacina era testada nos Estados Unidos, no Reino Unido, Brasil e África do Sul.

Já na cena doméstica, o Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto subiu 0,24% ante julho, quase em linha com o esperado pelo mercado, que previa alta de 0,25% de acordo com o Termômetro CMA. No entanto, a forte de alta de itens da cesta básica, como o arroz, tem preocupado, e pode fazer o governo tomar medidas como facilitar a importação do produto.

O dólar comercial acelerou as perdas frente ao real e recua mais de 1% após a abertura dos negócios nas bolsas dos Estados Unidos, que exibem recuperação após acumular fortes quedas nos últimos dias. Com isso, investidores ignoram a suspensão dos testes de uma vacina contra o novo coronavírus desenvolvida em Oxford.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 1,52%, sendo negociado a R$ 5,2890 na venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em outubro de 2020 apresentava recuo de 1,40%, cotado a R$ 5,291.

“Mesmo com o anúncio de que a vacina contra a covid-19 da Oxford tenha apresentado efeito alérgico em um voluntário no Reino Unido, o entendimento é que o caso é fora da curva e deve ser avaliado, antes dos testes seguirem adiante. Outros laboratórios seguem na evolução de vacinas, o que é positivo para o mercado e para a economia global”, comenta o analista da corretora Mirae Asset, Pedro Galdi.

O diretor de uma corretora nacional reforça que, em meio à recuperação das bolsas de Nova York que operam em alta ao redor de 2%, a moeda norte-americana perde terreno para as divisas pares e da maioria de países emergentes, que também buscam recuperação com a alta de mais de 1% do preço dos contratos futuros de petróleo WTI, com o barril cotado acima de US$ 37.

As taxas dos contratos de juros futuros (DIs) seguem em queda, beneficiadas pela melhora do ambiente internacional, apesar do noticiário negativo sobre a pandemia de coronavírus, e também pela queda do dólar. O resultado em linha com o esperado da inflação oficial ao consumidor brasileiro (IPCA) calibra as expectativas sobre o rumo da Selic na semana que vem.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2022 tinha taxa de 2,75%, de 2,83% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 3,95%, de 4,04% após o ajuste ontem; o DI para janeiro de 2025 estava em 5,78%, de 5,84%; e o DI para janeiro de 2027 tinha taxa de 6,72%, de 6,79%, na mesma comparação.